Ano 11 - nº 104
JULHO de 2006



Luis Fernando Verissimo
Agora começa a fase forense. A fase em que se examina os vestígios do desastre atrás da sua causa, se peneira as cinzas tentando identificar a origem do incêndio, se busca impressões digitais e pistas que incriminem um culpado.



Elisa Lucinda
Outra vez eu te peço meu Deus,
dai-me uma noite de sono tranqüilo,
a noite que eu preciso pra ajeitar meu caos?
Uma noite de sono liso,
não uma noite de improviso,
dá-me uma noite de sono natural?
Aquela oferecida às crianças que acabaram de mamar,



Fraga

Altivo e altaneiro, o alfabeto alojou-se nas almofadas e ali, de alpercatas, alumiou a alameda:
– Alguém aí almeja aliterar alegremente?
Palradoras e parladeiras, as palavras propuseram um porém. Pleiteavam, primeiro, as prerrogativas das provocações:



José A. F. Alonso

A primeira condição refere-se à clareza e convicção da necessidade de realizar mudanças estruturais para alcançar os resultados desejados. Não é o que tem acontecido em nosso meio, onde as propostas têm sido superficiais...





Planejar o cotidiano da infância na escola
Elisabete Cerutti*

s rotinas na Educação Infantil têm sido foco de reflexões sobre a prática pedagógica e, no âmbito acadêmico, presença em pesquisas que objetivam compreender como tem se organizado o cotidiano das crianças.

À luz da literatura, Barbosa (2000) e Ferreira (2004) nos convidam a pensar numa abordagem teórica da criança como construção social. Sarmento (2004) contribui abordando a cidadania da infância, marcada por uma edificação de saberes que a criança vai tornando real a partir da significação de suas vivências.

Entender a cidadania da criança na relação com as rotinas presentes na escola é um passo para compreender o fenômeno da historicidade e da consciência que ela adquire nas experiências cotidianas a que sua subjetividade está exposta.

Na construção da identidade através da valorização do eu de cada ser, é relevante refletirmos sobre o planejamento do professor e os espaços oportunizados à criança viver sua subjetividade. Quando tratamos das rotinas, evidenciamos a organização do tempo no espaço da escola, analisando as atividades realizadas em meio à estruturação deste tempo, o que oportunizaria a construção da autonomia e da criatividade através do direito de escolha, sendo por isso vista como cidadã em detrimento a estruturas históricas que marcam a presença do professor como o adulto/sabedor.

Permitir a presença da criança em meio ao planejamento é dar-lhe o direito de desenvolver atividades infantes que garantam a infância em todas as suas dimensões, partindo do ato lúdico para o letramento e à aquisição de conceitos históricos, morais e éticos. Ao professor, cabe observar o discurso, as vivências, os gostos e os saberes/sabores que as crianças possuem, já que planejar o cotidiano educativo requer basicamente pensar no motivo e para quem estamos na escola.

* Mestre em Educação pela UFPel/RS, professora do Departamento de Ciências Humanas da URI – Campus de Frederico Westphalen, professora e coordenadora Pedagógica do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora.

ARTIGOS
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