DIREITOS Cláusulas de prevenção à violência nas escolas foi
contemplada
na CCT 2006
A Convenção Coletiva de Trabalho 2006, acordada
recentemente entre Sinpro/RS e Sinepe/RS, traz regulamentação
inédita para o magistério privado gaúcho.
Umas das cláusulas, a de número 16, trata especificamente
da questão da violência na escola. Conforme a cláusula,
as instituições de ensino deverão atuar
no sentido de prevenir e reprimir condutas dos alunos e até mesmo
de pais ou demais tomadores de serviços educacionais que
configurem violência física, psicológica
ou moral contra seus professores. Os docentes, por sua vez, deverão
colaborar com as ações necessárias para
a eficácia da atuação adotada pelas direções.
Também ficou acordado que as direções e
professores, desde que observados os parâmetros de suas
respectivas atribuições e reservada a iniciativa
das direções, buscarão incluir a questão
disciplinar dentro dos marcos pedagógicos da escola. Porém,
a cláusula não exime tanto escolas quanto professores
da responsabilidade civil de suas ações conforme
a legislação.
“A imprensa tem divulgado com freqüência o aumento
da violência contra o professor, apresentando, inclusive,
casos de violência física. Surpreende-nos, no entanto,
que os casos apresentados referem-se apenas às situações
ocorridas em escolas públicas, como se a violência
não acontecesse nas escolas da iniciativa privada”,
destaca Cecília Farias, diretora do Sinpro/RS. Segundo
ela, esse também é um problema no ensino privado. “Até pior,
pois muitas vezes, quanto acontece, é tratado na instituição
de forma velada para não provocar indisposição
com a família do aluno agressor, que é seu cliente,
o que constrange ainda mais o professor”, acrescenta.
DENÚNCIAS – Sensível à dificuldade de o professor
se manifestar em relação a episódios de violência
física, emocional e moral ocorridos na instituição de ensino
em que trabalha, por medo de sofrer represálias, no início deste
ano, o Sindicato colocou à disposição um número específico
de telefone – 0800 7272910 – para denúncias a respeito, com
a garantia de preservação da identidade. “Apelamos que os
professores informem ao Sinpro/RS se ocorreu ou ocorre algum tipo de violência
na instituição em que trabalha. Desta forma, o Sindicato poderá agir
de forma mais efetiva a respeito”, completa a diretora.
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