Ano 11 - nº 104
JULHO de 2006



Luis Fernando Verissimo
Agora começa a fase forense. A fase em que se examina os vestígios do desastre atrás da sua causa, se peneira as cinzas tentando identificar a origem do incêndio, se busca impressões digitais e pistas que incriminem um culpado.



Elisa Lucinda
Outra vez eu te peço meu Deus,
dai-me uma noite de sono tranqüilo,
a noite que eu preciso pra ajeitar meu caos?
Uma noite de sono liso,
não uma noite de improviso,
dá-me uma noite de sono natural?
Aquela oferecida às crianças que acabaram de mamar,



Fraga

Altivo e altaneiro, o alfabeto alojou-se nas almofadas e ali, de alpercatas, alumiou a alameda:
– Alguém aí almeja aliterar alegremente?
Palradoras e parladeiras, as palavras propuseram um porém. Pleiteavam, primeiro, as prerrogativas das provocações:



José A. F. Alonso

A primeira condição refere-se à clareza e convicção da necessidade de realizar mudanças estruturais para alcançar os resultados desejados. Não é o que tem acontecido em nosso meio, onde as propostas têm sido superficiais...





DIREITOS
Cláusulas de prevenção à violência nas escolas foi
contemplada na CCT 2006


A Convenção Coletiva de Trabalho 2006, acordada recentemente entre Sinpro/RS e Sinepe/RS, traz regulamentação inédita para o magistério privado gaúcho. Umas das cláusulas, a de número 16, trata especificamente da questão da violência na escola. Conforme a cláusula, as instituições de ensino deverão atuar no sentido de prevenir e reprimir condutas dos alunos e até mesmo de pais ou demais tomadores de serviços educacionais que configurem violência física, psicológica ou moral contra seus professores. Os docentes, por sua vez, deverão colaborar com as ações necessárias para a eficácia da atuação adotada pelas direções. Também ficou acordado que as direções e professores, desde que observados os parâmetros de suas respectivas atribuições e reservada a iniciativa das direções, buscarão incluir a questão disciplinar dentro dos marcos pedagógicos da escola. Porém, a cláusula não exime tanto escolas quanto professores da responsabilidade civil de suas ações conforme a legislação.

“A imprensa tem divulgado com freqüência o aumento da violência contra o professor, apresentando, inclusive, casos de violência física. Surpreende-nos, no entanto, que os casos apresentados referem-se apenas às situações ocorridas em escolas públicas, como se a violência não acontecesse nas escolas da iniciativa privada”, destaca Cecília Farias, diretora do Sinpro/RS. Segundo ela, esse também é um problema no ensino privado. “Até pior, pois muitas vezes, quanto acontece, é tratado na instituição de forma velada para não provocar indisposição com a família do aluno agressor, que é seu cliente, o que constrange ainda mais o professor”, acrescenta.

DENÚNCIAS – Sensível à dificuldade de o professor se manifestar em relação a episódios de violência física, emocional e moral ocorridos na instituição de ensino em que trabalha, por medo de sofrer represálias, no início deste ano, o Sindicato colocou à disposição um número específico de telefone – 0800 7272910 – para denúncias a respeito, com a garantia de preservação da identidade. “Apelamos que os professores informem ao Sinpro/RS se ocorreu ou ocorre algum tipo de violência na instituição em que trabalha. Desta forma, o Sindicato poderá agir de forma mais efetiva a respeito”, completa a diretora.

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