Capa ampliada


Ano 15 - nº 145
JULHO de 2010



Luis Fernando Verissimo

Contam que depois de um vexame do David Beckham num jogo da Copa na Alemanha, sua mulher Victoria teria ligado para seu celular e dito algo como “Anime-se, baby. Seu cabelo estava ótimo”.
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Elisa Lucinda

O mar é meu companheiro desde a mais tenra infância seu murmurar me aconselha e consola.

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Fraga

O primata acordou inspirado. Era o dia de inventar a escrita. Desceu da árvore decidido a não mais viver nos galhos: queria reescrever a vida, redecorar o habitat, e o melhor era melhorar a expressão.
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Marco Aurélio Weissheimer


Uma parte significativa das décadas de 80 e 90 foi marcada por um intenso processo de desregulamentação na economia.

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José Antônio Alonso


Um dos casos mais polêmicos das últimas décadas no RS, quiçá no Brasil, foi o da desistência da Ford de localizar uma montadora de automóveis no estado.
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Discriminação na escola
Márcia da Silva Viegas *

Quando estava com seis meses de gravidez, havia mudado de cidade e comecei a procurar trabalho, apesar do alerta geral de que, grávida, jamais conseguiria um emprego.

Na teimosa esperança, sem levar em conta o senso comum e acreditando que gravidez não é motivo para não contratar um profissional, procurei incansavelmente um posto de trabalho no intuito de oferecer um nascimento com melhores condições para minha filha.

Como é de praxe a todo cidadão desempregado que busca mudar de condição, investi tempo e “sola de sapato” em busca de uma oportunidade trabalho. Recebi os “nãos” anunciados e sustentados por muitas pessoas das minhas relações, inclusive pessoas queridas, próximas e até de sindicalistas, defensores dos direitos trabalhistas, dos direitos humanos.

Depois de ter passado por seleção em uma escola da rede privada, de ter começado a trabalhar, ido a várias reuniões e a um dia de jornada pedagógica, com direito à recepção com material personalizado para começar o ano letivo, todo o calor humano e inúmeras perguntas a que qualquer grávida se submete em meio a um grupo de professoras, fui chamada ao final deste dia glorioso de boas-vindas para receber dispensa de meus serviços.

Essa notícia me foi dada pela mesma pessoa que me selecionou e contratou, uma religiosa, diretora de escola cristã. Apesar de concordar que eu seria a pessoa indicada para cumprir o papel de professora de Espanhol na escola, me afirmou, convicta: “eu não contrato grávida”.

Respondi à sua argumentação explicando minha surpresa por dois motivos: primeiro, porque minha gravidez era visível e, segundo, porque eu estava sendo acolhida em uma escola cristã, que pelo meu entendimento, trabalha em prol da vida. A diretora, que estava com minha carteira de trabalho retida havia um mês, devolveu-a junto com outros documentos, dizendo que, de fato, não entendia como não havia observado meu estado e concluiu dizendo: “Não assinamos nada, não é mesmo?”.




* Pós-graduada em Ensino e Aprendizagem de Línguas Estrangeiras pela Ufrgs, professora de Língua Espanhola da Rede Municipal de Ensino de Porto Alegre














EXTRAPAUTA

Tortura impune
A Corregedoria-Geral da Polícia Federal arquivou no dia 29 de janeiro, sem vazamentos, um processo de tortura supostamente cometida pelo delegado Luiz Fernando Corrêa, diretor-geral da corporação.
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A EPTC, O JUIZ E O CAOS
Ação civil da Defensoria Pública do Estado (DPE) contra a EPTC e Prefeitura de Porto Alegre buscou suspender liminarmente os atos da EPTC e sustar as execuções e a aplicação de multas pela empresa.
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Policial traficante

A juíza Eda Salete Zanatta de Miranda, da 1ª Vara Criminal de Gravataí, condenou o policial civil Miguel de Oliveira por tráfico de drogas, associação para o tráfico, corrupção passiva e extorsão. (Leia mais)

 
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