Ano 8 - nº 72
Junho 2003



Luis Fernando Verissimo:
O Lula de barba preta faria o mesmo governo que faz o Lula de barba branca? Não é conjetura vazia, a resposta tem a ver com várias perplexidades do momento. Se o Lula da barba ameaçadora também se...



Nei Lisboa:
Não se mova, não diga nada que chame a atenção dos outros funcionários e não erga os olhos até o término da leitura desta carta. Posso lhe garantir que o Rex foi...



Elisa Lucinda:
É, moça, tenho medo de não ver...é perigoso! Pelo que ouvi falar, posso tomar um veneno pensando que é remédio, posso ver detergente em frasco, que eu penso que é medicamento para tédio. Ando num mundo que...





Dilemas morais

A arte de utilizar a comunicação como ferramenta de poder, a retórica, transforma-se em tema de debate em nossa reportagem que ouviu o professor Pedrinho A. Guareschi sobre o assunto. Para o sociólogo e filósofo, Lula é um grande retórico por unir ética e estética. Mas para os mais céticos, ainda ficam as perguntas: até onde vai a verdade e a ética na hora de dar manutenção ao poder? Estão nossos líderes livres da tentação de nos engrupir com o falatório que queremos ouvir, enquanto a política trava seus embates de bastidores a revelia dos discursos inflamados tão alardeados pelos meios de comunicação, quando lhes é de interesse? Ficam os dilemas morais. Mas que moral, a do dia-a-dia ou a da filosofia? Nosso entrevistado Ernst Tugendhat fala dos limites que a filosofia tem em dar respostas a essas perguntas. A própria conceituação do tema exige-lhe um esforço árido em tentar objetivar respostas que contemplem minimamente as dúvidas mais elementares.

E por falar em dúvidas, o mundo do trabalho, que já foi objeto de páginas e mais páginas do Extra Classe volta a ser alvo de discussões acirradas no meio sindical e empresarial. Com a iminente reforma sindical e trabalhista tão esperada para ter início no final de 2003, é dada a largada para os debates entre empresários, sindicatos, Justiça do Trabalho e afins. Entre as maiores centrais sindicais ainda não há consenso em vários pontos. As propostas deverão ser amiudadas no Fórum do Trabalho que reunirá todas as partes interessadas, inclusive o próprio governo. Ocorrerá em outubro próximo.

Um outro tema que está provocando os ânimos é a proposta do deputado Fernando Ferro, para criminalização da prática do Jabá. Trata-se daquela receita nem sempre oriunda do ‘caixa um’ das gravadoras que sob a alcunha de Campanha Promocional remunera rádios e TVs para executar determinadas músicas e apresentar artistas prioritários para as empresas. O caso é, mais uma vez o dilema moral e ético. É correto o ouvinte ou tele-espectador não saber que determindado artista ou músico galgou colocações nas paradas de sucesso a toque da caixa-registradora? Boa leitura e cartas à redação.





José Luis Fiori

O veto aos projetos nacionais
Durante a década de 1990, o rápido crescimento econômico americano e o aumento do fluxo internacional de capitais ressuscitou a crença na convergência da riqueza e na harmonia de interesses entre os países...





O divertimento do jovem Cortázar
Quando Julio Cortázar (1914-1984), nascido em Bruxelas, mas educado em Buenos Aires, escreveu seu primeiro livro de ficção longa, aos nove anos de idade, seus pais duvidaram da autoria. Embora não se credite a isso, o escritor buscou...

Livros:
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