Ano 11 - nº 103
JUNHO de 2006



Luis Fernando Verissimo
Velhas certezas custam a morrer, e muitas sobrevivem ao seu desmentido mais fortes do que antes. Grande parte da população do mundo ainda vive, do ponto de vista das suas crenças e expectativas, num universo geocêntrico, como se Copérnico e Galileu nunca tivessem existido. O que é compreensível.



Elisa Lucinda
Lindo!
O cabelo trançado de agora,
depois de espantar motoristas de táxi preconceituosos,
medrosos estatísticos e outros podres poderes
com seu cabelo de lã, seu alarmoso black power, sua sarapieira de onde também nascem alguns lisos fios sem ambiente no meio da cresparada,
mas que, ao longe, formam indivisível e esperto conjunto,...



Fraga

Era uma vez um diminutivo reativo. Queria porque queria ser aumentativo. A mãezinha falou baixinho pro altivo:
– Filhinho, você nasceu pequenininho. Acostume-se ao tamanhinho. Fique calminho, você verá seu valor em alguns textinhos e contextinhos.



Marcio Pochmann

A divisão social do trabalho tem sido, historicamente, um dos principais responsáveis pelo desenvolvimento de grupos ocupacionais relativamente homogêneos e com diferencial de produtividade. Essa homogeneidade é...





Futebol Arte

m ano e mês de Copa do Mundo o assunto futebol é literalmente a bola da vez. Há muito tempo estávamos querendo entrar no tema, mas faltava uma deixa e uma abordagem que não repetissem o que as outras mídias já fazem tão bem. Também queríamos falar de artes visuais de uma forma descon-traída, até irreve-rente. Fez-se a oportunidade de matar dois coelhos, vamos dizer assim, com uma cartola só. E por que não uma entrevista em formato de mesa-redonda?

Uma exposição de artes com tema futebol foi promovida pela Fundação Ecarta. Os artistas participantes da coletiva além de tudo são boleiros e falam pelos cotovelos. Não deu outra. Embora buscássemos o “futebol arte”, entramos de sola nos dois assuntos. A conversa começou meio retrancada, mas aos poucos todos foram abrindo o jogo e partindo para o ataque. Quando o assunto era polêmico, um passava a bola para o outro.

Claro, sempre tem os fominhas e os que escondem o jogo, mas no final os rapazes bateram um bolão. Rendeu uma bela capa. Afinal, o futebol, bem ou mal, também é uma expressão cultural forte no Brasil, e muitas vezes o assunto é relegado às mesas de bar e ao debate esportivo. Que criança nesse país nunca brincou com a bola? O futebol que habita nosso imaginário vai muito além do campo de grama, governado por clubes, patrocínios e políticas questionáveis. O primeiro contato com a bola, essa metáfora de mundo, também é uma das primeiras experiências de coletividade. O futebol nos ensina diariamente que não basta ser bom de bola, tem que jogar para o time. Boa leitura.






O labirinto nunca termina
Por César Fraga
Em 14 de junho de 1986 morria em Genebra, Suíça, Jorge Luis Borges. No dia seguinte, o Clarín, jornal da capital Argentina, publicou na capa de seu suplemento especial em homenagem ao maior expoente literário daquele país e talvez de toda América Latina a manchete:





CRUZ ALTA
Unicruz finaliza estatutos
Até o final deste mês deverão estar concluídos os estatutos da Fundação e da Universidade de Cruz Alta (Unicruz) para eleição da nova reitoria a ser empossada no final do ano.

URCAMP
MP apreende documentos
No dia 16 de maio, uma operação do Ministério Púbico de Alegrete com a Polícia Federal apreendeu documentos e computadores nas residências do ex-diretor do Campus da Urcamp/Alegrete,...







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