
A cidade do crime
Há exatos seis anos, em junho de 2000, a reportagem do Extra
Classe entrava no Presídio Central para mostrar como funciona
a estrutura política e de poder paralelo montada pelas facções
do crime. Qualquer semelhança com o clima de tensão
que deu origem ao Primeiro Comando da Capital (o PCC) – que
na segunda quinzena de maio tomou como refém a Capital paulista
e colocou em xeque as autoridades – pode não ser mera
coincidência. A reportagem do EC à época acabou
pautando veículos da grande imprensa que, agora, retornam à tese
de que os presídios gaúchos estão à beira
de um colapso.
Então com 2 mil presos, metade da população
carcerária atual, o Central já desafiava as autoridades
constituídas. Ali os presos ditam as regras, aplicam seus
próprios métodos de justiça e flertam com
a ilegalidade ao determinar leis e castigos para quem descumprir
as normas internas. Os criminosos condenados têm sua própria
hierarquia dentro do presídio: escolhem seus representantes
para interlocução com as autoridades de direito e
dividem o poder por área, onde cada uma das nove galerias
de detenção tem prefeito, secretário, assessor
jurídico e outros cargos adjacentes. As formas de conquistar
uma dessas posições, sinônimo de bem-estar,
privilégios e respeito, nem sempre são democráticas.
Ainda vale a lei do mais forte. Para ler de novo:
www.sinprors.org.br/extraclasse/mai06/index.asp.

CRUZ ALTA
Unicruz finaliza estatutos
Até o final deste mês deverão estar concluídos
os estatutos da Fundação e da Universidade de Cruz Alta (Unicruz)
para eleição da nova reitoria a ser empossada no final do ano.
A Universidade está sob intervenção do Ministério
Público desde o ano passado, após a comprovação
de diversos crimes cometidos por gestores e funcionários, que chegaram
a ser presos na Operação Toga, desencadeada pela Justiça,
MP e Polícia Federal. Em audiência realizada no dia 15 de maio,
a Promotoria acompanhou a formação do Conselho Curador, que
teve sua composição ampliada, passando a contar com 25 representantes
dos mais diversos setores da sociedade.
URCAMP
MP apreende documentos
No dia 16 de maio, uma operação do Ministério Púbico
de Alegrete com a Polícia Federal apreendeu documentos e computadores
nas residências do ex-diretor do Campus da Urcamp/Alegrete, Mário
Thompson Flores e da ex-tesoureira Tânia Nair Batista, em Alegrete. Um
grande contingente de policiais armados de sub-metralhadoras participaram da
operação “cinematográfica”. Nos jornais locais
foi veiculado que até mesmo em casas de religião foram encontrados
documentos da Universidade. A comunidade local acompanha o caso atenta desde
o início de março, quando vieram à tona os primeiros indícios
de fraude contábil e desvio de dinheiro. O escândalo financeiro
envolve a antiga direção do Campus e a tesouraria. O caso está no
Ministério Público. A denúncia ao MP ocorreu a partir
de constatações decorrentes de inquérito administrativo
e de sindicância promovidos pela reitoria de Bagé, que interviu
no Campus, desligando a tesoureira e substituindo os membros da direção
local.
Jornalistas – No dia 3 de junho, o jornalista César Fraga, editor
executivo do Jornal Extra Classe, participou do 32º Congresso Estadual
dos Jornalistas Profissionais do RS como painelista. O tema abordado foi “A
importância da reportagem na mídia alternativa”, em que
foi apresentado o case do Jornal Extra Classe, considerado uma referência
no segmento em que atua. O evento foi promovido pelo Sindicato dos Jornalistas
Profissionais do RS com o tema ‘Informação, liberdade e ética’.