Ano 12 - nº 114
JUNHO de 2007



Luis Fernando Verissimo
Já somos 6 bilhões, não contando o milhão e pouco que nasceu desde o começo desta frase. Se fosse um planeta bem administrado, isto não assustaria tanto. Mas é, além de tudo, um lugar mal freqüentado.



Elisa Lucinda
O vento dá maio aos meus desejos,
diz maio em meus ouvidos,
beija o segredo das orelhas descobertas
(orelhas não, zureba, meu filho dizia assim)




Fraga

Você já foi à Disneylíngua? Então vá.
É um dos parques temáticos mais divertidos. Localiza-se à direita de quem entra, no hemisfério esquerdo do cérebro. Funciona sem parar, portões abertos à oralidade e à escrita, pro recreio da linguagem.



Marco Aurélio Weissheimer

Qual o ar que se respira hoje no Estado? O presidente do Tribunal de Justiça defende a pena de morte e a redução da maioridade penal para 14 anos. As reações são de apoio, silêncio constrangido ou elogio à coragem de expressar tais opiniões publicamente.





Nossas doses diárias de grotesco

m dos maiores problemas da vida moderna é o excesso de midiatização das relações, humanas, sociais, culturais e políticas. Neste último território, os veículos – rádios, jornais, revistas, blogs, TV e afins – intermedeiam a realidade entre os seus atores e os públicos. Avaliar de forma crítica e plural essa questão é mais uma vez objeto de discussão em nosso Jornal, desta vez na forma de reportagem-debate, em que a jornalista Caren Mello escuta profissionais e estudiosos da área da Comunicação para tentar traçar um painel sobre o assunto. Se por um lado o jornalismo também tem sua parcela de espetáculo, por outro necessita de dois pés fincados na realidade. Nem sempre a busca pelo equilíbrio entre essas duas variantes é atingida e, não raro, como consumidores de informação, somos bombardeados por “notícias”, cujo olhar ou recorte que antecederam sua feitura, acabaram por privilegiar o bizarro, o sensacional, o viés espetacular da realidade, geralmente deixando de lado questões relevantes e aprofundamentos, principalmente em se tratando de política. Pouco se fala do debate de idéias e muito sobre o que fulano ou beltrano declarou sobre cicrano. O jornalismo declaratório e muitas vezes grotesco, porque distorce a realidade a ponto de se fazer passar por esta, atinge níveis alarmantes. O recente caso envolvendo as declarações de Clodovil, já deputado, sobre os dotes estéticos de sua colega ocuparam páginas e mais páginas. Pouco se falou sobre os projetos e idéias de ambos. A grande imprensa vem atabloidizando-se, e, cada vez mais abre espaço para as fofocas e tititis em detrimento do debate e da apuração mais consistente das matérias. Isso quando não publicam-se de forma irresponsável informações, que posteriormente se comprovarão em contrário. Mas tudo em nome do espetáculo, e não do princípio que deve nortear a atividade de comunicação, que é a ética e o compromisso com o máximo de ângulos de uma verdade já que a totalidade é impossível de ser capturada e reproduzida por qualquer forma de expressão. Enquanto isso, continuamos tentando quixotescamente provar que nem só de homens que mordem cachorros se faz o jornalismo. Boa Leitura.







Lançamentos
Teatro, Aulas sem tédio, Diginidade e História das emoções.





Fogo destrói
prédio do Instituto Metodista

Um incêndio ocorrido na madrugada do dia 16 maio destruiu o prédio B do Instituto Metodista Centenário de Santa Maria. A provável causa do incêndio seria um curto-circuito. Ninguém ficou ferido.



Os escândalos e
os rearranjos do poder
Para o pesquisador da Universidade de Austin, no Texas, Manuel Balán, a América Latina é um berço de escândalos de corrupção, não por falhas de qualidade de sua representação política ou de suas instituições democráticas, mas...

Mais Extra Pauta >

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