UMA QUESTÃO DE RECONHECIMENTO
Hoje, ao ler o jornal do Sinpro, mais especificamente
o artigo da Senhora Joselma Noal, utilizo
o pronome de tratamento Senhora por respeito à colega
(há,que saudades dos tempos em que
recebíamos o afago até nos pronomes de tratamento,
pois parece que aboliram a expressão
senhora da fala na sala de aula, assim como
muitas vezes, o carinho por nossos professores).
Querida colega professora, reconheço o
descrédito que muitas vezes ocorre dentro e fora
da escola. Percebo também que há um débito
da sociedade para conosco, que só não precisa
ser cobrado, porque falta de educação dá prejuízos
diretos aos cofres de qualquer instância da
federação. Este débito está atrelado
a relações
que demonstram a falta de respeito para com
toda uma classe de professores, quando, por
exemplo, conforme relembra a colega o fato acontecido
com uma professora agredida em sala de
aula. A agressão é um fato consumado, não
há mais o que se provar, uma vez que é só mais
um registro, pois hoje em dia não raras vezes ficamos
sabendo, infelizmente, de casos em que
filhos agridem, até mesmo, aos próprios pais.
Talvez, uma relação deteriorada entre pais e filhos
seja o início de uma relação difícil
entre alunos
e professores, atualmente.
Concordo com você professora Joselma, não tenho
saudades de medidas antiquadas. Radicalismos
podem dizer alguns, pois é, mas a escola
tinha uma organização que ocupava lugar ao
invés de deixar espaços aos atos que andam
sendo praticados por ai, que muitas vezes até duvidamos
estar num ambiente escolar. Sou uma professora que acredita com
força e determinação
na Educação e nos Grandes Profissionais
que dela fazem parte. Envio grande abraço para
você, repleto de um grande respeito por nossa
escolha profissional.
Marlúbia Corrêa
de Paula – Professora SESI –
Passo Fundo/RS
PARABÉNS
Parabenizo a professora e escritora Joselma Noal,
da URI/Campus de Erechim, pelo artigo que saiu
na edição do Extra Classe Ano 14 – nº 133,
maio de
2009. Lastimo que poucas pessoas tenham oportunidade
de ler e pensar sobre o avanço dos descasos
com a pessoa do professor/professora. Não é
de hoje que juntamos calúnias e desgostos diários
e erroneamente nos calamos diante de textos
dizendo que o professor tem que ser visto meramente
como “amigo” e “parceiro”. Somos profissionais
qualificados e exercemos nosso trabalho,
sem pausa “para um cafezinho”, sem pausa “para
uma ida até a esquina”, sem parar no final de semana,
quando se acumulam provas e aulas a serem
redigidas. Também não permito que me digam: “se
não está contente, porque não larga a
profissão?” Como se fosse muito fácil ingressar
num novo ramo e colecionar cursos de novas
faculdades, além de reconquistar recursos financeiros.
O que as pessoas precisam é assumir
seus papéis de pai, mãe, avós – a família
estruturar-se e a escola estruturar-se e parar de
aceitar o aluno como “cliente” , deixar de ver o
professor como “serviçal do ensino”, mas orgulhar-se
de ter professores, enxergando-os como
profissionais do magistério. Novamente aplausos
a Joselma Noal.
Lisene Maroso – Professora

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