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aulas de manhã e à tarde,
e ainda por cima chegar em casa à noite
e ter de preparar o jantar, ajudar o
filho com a lição, lavar a louça, dar um
jeito na bagunça e preparar as atividades
do dia seguinte, é a rotina de muitos professores.
Estas jornadas repetidas de trabalho
intenso, sem tempo para reforçar
os músculos, nem para se alimentar adequadamente
(aumentando a chance de
ganhar peso), sobrecarregam a coluna.
O resultado pode ser apenas um desconforto
ou problemas bem mais graves.
Ao contrário do que se pensa, ficar
muito tempo em pé não é tão danoso
quando permanecer horas sentado, informa
o ortopedista Walter Lopes Schumacher,
presidente do Comitê Gaúcho
da Sociedade Brasileira da Coluna. Isso
porque a coluna tem uma função mecânica
de dar suporte contra a ação da gravidade.
Quando uma pessoa senta, a
pressão sobre os discos da coluna aumenta
50% em relação à posição em
pé. Inclinado
para a frente, como ficam muitos
professores para atender as crianças
menores, a pressão é 400 vezes maior,
segundo o pesquisador Alf Nachenson,
da Universidade de Gothenburg, Suécia. “Temos
de ajudar a coluna a nos sustentar”, enfatiza Schumacher. “Ninguém
precisa ser um
superatleta, mas sua
massa muscular deve
estar reforçada e
alongada”, acrescenta.
Fazer atividades
aeróbicas três vezes
por semana, esticar o
corpo ao acordar e antes
de sair da cama em
um colchão firme, que
não afunde, são atitudes
fáceis e que podem
contribuir para evitar
ou diminuir as dores
nas costas.
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Eventualmente ter
uma dor lombar é quase
natural, diz o
ortopedista. Cerca de
80% da população
tem, e o normal é que
seja uma sensação fugaz,
que passe em até 15 dias. Mesmo assim, é
importante que seja
avaliada por um especialista
para descartar a
possibilidade de algum
desgaste maior da coluna
provocado por vícios
de postura, sobrecarga,
obesidade e déficit
de musculatura. Às vezes, o estresse da
correria do quotidiano
causa tensão muscular
e pode gerar o desconforto. Já a dor crônica
decorrente de processos
degenerativos aparece geralmente depois
dos 30 anos e é mais presente na faixa
dos 50 anos de idade, informa o médico.
Para uma dorzinha eventual nas costas,
Schumacher recomenda massagem,
calor local, um analgésico ou um
relaxante muscular. Anti--inflamatórios
não devem ser ingeridos sem orientação
de um médico, porque têm efeitos
colaterais sobre a pressão arterial, rins e estômago, podendo levar a úlceras
e gastrites. Exercícios como Pilates e
acupuntura são alternativas possíveis,
desde que com a indicação e o controle
de um especialista. Dores recorrentes
ou desconfortos crônicos são um
aviso de que há algo errado. Nestes casos,
o ideal é que seja feita uma avaliação
clínica para definir o melhor exercício
de acordo com as necessidades
de cada pessoa. E, em todos os casos, é
sempre bom cuidar da alimentação e
não deixar que a frustração ou ansiedade
do dia-a-dia interfiram a ponto de
a pessoa ganhar uns quilos a mais que
certamente vão pesar sobre a coluna.
| Foto:
René Cabrales |
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Fortalecimento
da região lombar:
com as pernas em 90º, dobrá-las de
encontro ao abdômen e retornar à
parede. Atividades aeróbicas são
importantes |
Após
um dia de trabalho, 71% dos professores
relatam sentir dores no
corpo. Pelo menos 85% admitem já ter
trabalhado com dores. Predominam
as dores nas costas (24%), nas pernas
e nos pés (17%). |
Durante os períodos de aula, não fique sentado
ou em pé o tempo todo.
Alterne as posições.
Se for sentar, mantenha um ângulo vertical, apoie as costas
de forma reta
na cadeira.
Evite se inclinar para a frente. Se tiver de ficar na altura
de uma criança,
o ideal é flexionar o tronco e dobrar as pernas.
Evite salto alto e dê preferência ao salto de plataforma,
ao uso de
palmilhas e sapatos macios, não apertados, com base larga
para não machucar
os pés.
Reduza seu peso. Excesso de peso sobrecarrega a coluna.
Faça alguma atividade aeróbica três vezes
por semana. Uma caminhada
com um alongamento antes, por exemplo.
Faça exercícios de alongamento em casa.
Fonte:
ortopedista Walter Lopes Schumacher |
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