Especial - SAÚDE - Junho 2009
Ano 14 - nº 134
JUNHO de 2009


MATÉRIAS

Educar: profissão de risco

Pressão em excesso faz mal

Uma boa noite de sono faz a diferença

Tensões no trabalho aumentam irritabilidade e doenças

Assédio moral aparece de diferentes formas

Como reduzir a dor nas costas

Dores nas costas quase tiraram o prazer de Rosane

Ninguém precisa - nem deve - ficar sem voz!

O que é bom e o que é ruim para as cordas vocais

COMPARATIVO - Cenários diferentes, realidades semelhantes

Extra Classe - Junho 2009






ar aulas de manhã e à tarde, e ainda por cima chegar em casa à noite e ter de preparar o jantar, ajudar o filho com a lição, lavar a louça, dar um jeito na bagunça e preparar as atividades do dia seguinte, é a rotina de muitos professores. Estas jornadas repetidas de trabalho intenso, sem tempo para reforçar os músculos, nem para se alimentar adequadamente (aumentando a chance de ganhar peso), sobrecarregam a coluna. O resultado pode ser apenas um desconforto ou problemas bem mais graves.

Ao contrário do que se pensa, ficar muito tempo em pé não é tão danoso quando permanecer horas sentado, informa o ortopedista Walter Lopes Schumacher, presidente do Comitê Gaúcho da Sociedade Brasileira da Coluna. Isso porque a coluna tem uma função mecânica de dar suporte contra a ação da gravidade. Quando uma pessoa senta, a pressão sobre os discos da coluna aumenta 50% em relação à posição em pé. Inclinado para a frente, como ficam muitos professores para atender as crianças menores, a pressão é 400 vezes maior, segundo o pesquisador Alf Nachenson, da Universidade de Gothenburg, Suécia. “Temos de ajudar a coluna a nos sustentar”, enfatiza Schumacher. “Ninguém precisa ser um superatleta, mas sua massa muscular deve estar reforçada e alongada”, acrescenta. Fazer atividades aeróbicas três vezes por semana, esticar o corpo ao acordar e antes de sair da cama em um colchão firme, que não afunde, são atitudes fáceis e que podem contribuir para evitar ou diminuir as dores nas costas.


Eventualmente ter uma dor lombar é quase natural, diz o ortopedista. Cerca de 80% da população tem, e o normal é que seja uma sensação fugaz, que passe em até 15 dias. Mesmo assim, é importante que seja avaliada por um especialista para descartar a possibilidade de algum desgaste maior da coluna provocado por vícios de postura, sobrecarga, obesidade e déficit de musculatura. Às vezes, o estresse da correria do quotidiano causa tensão muscular e pode gerar o desconforto. Já a dor crônica decorrente de processos degenerativos aparece geralmente depois dos 30 anos e é mais presente na faixa dos 50 anos de idade, informa o médico.

Para uma dorzinha eventual nas costas, Schumacher recomenda massagem, calor local, um analgésico ou um relaxante muscular. Anti--inflamatórios não devem ser ingeridos sem orientação de um médico, porque têm efeitos colaterais sobre a pressão arterial, rins e estômago, podendo levar a úlceras e gastrites. Exercícios como Pilates e acupuntura são alternativas possíveis, desde que com a indicação e o controle de um especialista. Dores recorrentes ou desconfortos crônicos são um aviso de que há algo errado. Nestes casos, o ideal é que seja feita uma avaliação clínica para definir o melhor exercício de acordo com as necessidades de cada pessoa. E, em todos os casos, é sempre bom cuidar da alimentação e não deixar que a frustração ou ansiedade do dia-a-dia interfiram a ponto de a pessoa ganhar uns quilos a mais que certamente vão pesar sobre a coluna.
Foto: René Cabrales
Fortalecimento da região lombar:
com as pernas em 90º, dobrá-las de
encontro ao abdômen e retornar à
parede. Atividades aeróbicas são
importantes

Após um dia de trabalho, 71% dos professores
relatam sentir dores no corpo. Pelo menos 85% admitem já ter trabalhado com dores. Predominam as dores nas costas (24%), nas pernas e nos pés (17%).



 Durante os períodos de aula, não fique sentado ou em pé o tempo todo. Alterne as posições.
 Se for sentar, mantenha um ângulo vertical, apoie as costas de forma reta na cadeira.
 Evite se inclinar para a frente. Se tiver de ficar na altura de uma criança, o ideal é flexionar o tronco e dobrar as pernas.
 Evite salto alto e dê preferência ao salto de plataforma, ao uso de
palmilhas e sapatos macios, não apertados, com base larga para não machucar os pés.
 Reduza seu peso. Excesso de peso sobrecarrega a coluna.
 Faça alguma atividade aeróbica três vezes por semana. Uma caminhada com um alongamento antes, por exemplo.
 Faça exercícios de alongamento em casa.

Fonte: ortopedista Walter Lopes Schumacher


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ENSINO BÁSICO
Extinção do Fator Previdenciário não
afeta aposentadoria
O tempo de contribuição dos professores que atuam no Ensino Básico, e se aposentam com cinco anos a menos, não vai sofrer alterações, caso o Fator Previdenciário seja extinto.



  Lei que proíbe carroças é
contra a Lei
Foi publicado pelo site do Ministério Público do RS, no dia 27 de maio, que a procuradora-geral de Justiça, Simone Mariano da Rocha, ingressou com ação direta de inconstitucionalidade, tendo por objeto a retirada do...



Ainda os albergues
O ministro Arnaldo Versiani, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pediu vista de recurso em que o Ministério Público Eleitoral (MPE) pede a cassação dos mandatos do deputado federal Darci Pompeo de Mattos (PDT-RS) e do deputado estadual pelo Rio Grande do Sul Gerson Burmann (PDT-RS) por....


 
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