Especial - SAÚDE - Junho 2009
Ano 14 - nº 134
JUNHO de 2009


MATÉRIAS

Educar: profissão de risco

Pressão em excesso faz mal

Uma boa noite de sono faz a diferença

Tensões no trabalho aumentam irritabilidade e doenças

Assédio moral aparece de diferentes formas

Como reduzir a dor nas costas

Dores nas costas quase tiraram o prazer de Rosane

Ninguém precisa - nem deve - ficar sem voz!

O que é bom e o que é ruim para as cordas vocais

COMPARATIVO - Cenários diferentes, realidades semelhantes

Extra Classe - Junho 2009






nsinar, para a professora de inglês Rosane Romanenco, como para muitos outros docentes, é sinônimo de felicidade. “Amo de paixão”, avisa. Aos 49 anos, com três cursos de pós-graduação, no entanto, ela sente-se frustrada. Afastada das aulas em uma escola privada porque não podia mais aguentar as dores na coluna, dedica-se agora a traduções, aulas particulares e para empresas. Rosane é o exemplo de como não se deve menosprezar a dor. Quando finalmente buscou um médico, ele diagnosticou quatro hérnias de disco na cervical.

Rosane passou por todas as etapas na rede particular: do Ensino Médio à Educação Infantil. O prazer encontrado ao apresentar a língua inglesa para crianças despertou uma certeza: para trabalhar com Educação Infantil é preciso ser fisicamente mais jovem e cognitivamente mais experiente. “Tem que ter pique”, avalia. Sentar em almofadas no chão, abaixar-se para ficar na altura dos pequenos, pular, dançar para atrair os alunos, tudo isso detonou sua coluna.

O problema começou antes, acredita. No período em que trabalhava com os alunos mais velhos, Rosane andava sempre com uma pilha de livros e dicionários nos braços. Dava aulas para diversos níveis e por isso o material – e o peso – se multiplicavam, assim como os analgésicos no final do dia. Com turmas de 47 estudantes, acabou forçando também a voz. Ficou dois a três dias totalmente afônica. Quanto maior a faixa etária, mais alto falava. Passou a hidratar-se mais seguido, e descobriu que poupando a fala melhorava. Com as dores na coluna não foi tão fácil. Faz ioga, Pilates, já fez natação e hidroginástica. Mas não conseguiu evitar as hérnias de disco. “Quando a gente entra numa sala de aula, idealiza um trabalho; aí vê o grande número de alunos por sala, a falta de estrutura e o pouco reconhecimento, com baixo salário, é frustrante”, desabafa. “É preciso ter mais apoio de quem dirige a escola, mais diálogo, porque essa é uma mão de via dupla – um dia que eu faltar é um transtorno”.

Foto: René Cabrales
Rosane Romanenco:
dia-a-dia docente



Os profissionais que passam muito tempo em pé ou sentados e que acabam o dia com uma sensação de peso, inchaço ou dor nas pernas podem estar agravando suas varizes. A chance de alguém ter as veias dilatadas e tortuosas visíveis sob a pele das pernas é maior para quem tem casos na família, porque esta é uma doença hereditária. Mas outros fatores contribuem para piorar a situação, como o sobrepeso, a falta de exercícios físicos e a realização de atividades rotineiras numa mesma posição durante horas. Portanto, os professores devem tomar medidas de prevenção para evitar o surgimento ou a piora do problema.

As varizes costumam afetar homens ou mulheres de qualquer idade, embora sejam mais frequentes entre os 30 e 70 anos. Por uma questão estética, são as representantes do sexo feminino que predominam nos consultórios médicos reclamando – afinal, como os homens não depilam as pernas, as veias aparecem menos. Gestação, uso de anticoncepcionais e terapias de reposição hormonal são outras causas por que as varizes estão mais presentes nas mulheres. As veias avermelhadas ou azuladas de calibre variado aparecem quando o sangue, que está sempre sendo “empurrado” para baixo pela força da gravidade, fica parado durante muito tempo. Ele começa a pressionar o interior da veia, causando a dilatação.

“A contração da musculatura da panturrilha é a única forma de movimentar o sangue e fazê-lo voltar com força”, explica o cirurgião vascular José Arthur Dahne Mickelberg. Uma caminhada entre um período e outro parado é muito importante. O uso de meias de compressão elástica também ajuda na proteção. Para quem tem dor, o médico recomenda elevar as pernas na altura acima do coração por 30 a 40 minutos.

“Quanto mais tempo sem movimento, maior a chance de aparecer varizes”, alerta Mickelberg. Natação e hidroginástica, praticados de duas a três vezes por semana, são os exercícios ideais para quem quer mesmo combatê-las, já que o corpo fica na horizontal e não sofre o efeito da gravidade. Mas caminhadas diárias também têm um efeito protetor.

A indicação é procurar o médico sempre que a dor for forte a ponto de atrapalhar a vida da pessoa ou quando as dilatações forem tão grandes que produzam flebite (inflamação), trombose (formação de um coágulo) ou úlcera. Só um cirurgião vascular pode indicar o melhor tratamento, dependendo de cada caso. Uma possibilidade é a retirada cirúrgica da veia, através de pequenas incisões. Outra é a aplicação de um líquido hipertônico dentro dela para “secála”, método conhecido como escleroterapia.


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ENSINO BÁSICO
Extinção do Fator Previdenciário não
afeta aposentadoria
O tempo de contribuição dos professores que atuam no Ensino Básico, e se aposentam com cinco anos a menos, não vai sofrer alterações, caso o Fator Previdenciário seja extinto.



  Lei que proíbe carroças é
contra a Lei
Foi publicado pelo site do Ministério Público do RS, no dia 27 de maio, que a procuradora-geral de Justiça, Simone Mariano da Rocha, ingressou com ação direta de inconstitucionalidade, tendo por objeto a retirada do...



Ainda os albergues
O ministro Arnaldo Versiani, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pediu vista de recurso em que o Ministério Público Eleitoral (MPE) pede a cassação dos mandatos do deputado federal Darci Pompeo de Mattos (PDT-RS) e do deputado estadual pelo Rio Grande do Sul Gerson Burmann (PDT-RS) por....


 
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