
nsinar,
para a professora de inglês
Rosane Romanenco, como para muitos
outros docentes, é sinônimo de felicidade. “Amo
de paixão”, avisa. Aos 49
anos, com três cursos de pós-graduação,
no
entanto, ela sente-se frustrada. Afastada das
aulas em uma escola privada porque não
podia mais aguentar as dores na coluna, dedica-se agora a traduções,
aulas particulares
e para empresas. Rosane é o exemplo
de como não se deve menosprezar a dor.
Quando finalmente buscou um médico, ele diagnosticou
quatro hérnias de disco na cervical.
Rosane passou por todas as etapas na
rede particular: do Ensino Médio à Educação
Infantil. O prazer encontrado ao apresentar
a língua inglesa para crianças despertou
uma certeza: para trabalhar com
Educação Infantil é preciso ser fisicamente
mais jovem e cognitivamente mais experiente. “Tem
que ter pique”, avalia. Sentar
em almofadas no chão, abaixar-se para ficar
na altura dos pequenos, pular, dançar para atrair
os alunos, tudo isso detonou sua coluna.
O problema começou antes, acredita.
No período em que trabalhava com os alunos
mais velhos, Rosane andava sempre
com uma pilha de livros e dicionários nos
braços. Dava aulas para diversos níveis e
por isso o material – e o peso – se multiplicavam,
assim como os analgésicos no final
do dia. Com turmas de 47 estudantes,
acabou forçando também a voz. Ficou dois
a três dias totalmente afônica. Quanto
maior a faixa etária, mais alto falava. Passou
a hidratar-se mais seguido, e descobriu
que poupando a fala melhorava. Com as
dores na coluna não foi tão fácil. Faz ioga,
Pilates, já fez natação e hidroginástica.
Mas
não conseguiu evitar as hérnias de disco. “Quando
a gente entra numa sala de aula,
idealiza um trabalho; aí vê o grande número
de alunos por sala, a falta de estrutura
e o pouco reconhecimento, com baixo
salário, é frustrante”, desabafa. “É preciso
ter mais apoio de quem dirige a escola, mais
diálogo, porque essa é uma mão de via dupla –
um dia que eu faltar é um transtorno”.
| Foto:
René Cabrales |
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Rosane
Romanenco:
dia-a-dia docente
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Os profissionais que passam muito tempo
em pé ou sentados e que acabam o dia
com uma sensação de peso, inchaço ou dor
nas pernas podem estar agravando suas varizes.
A chance de alguém ter as veias dilatadas
e tortuosas visíveis sob a pele das pernas é
maior para quem tem casos na família,
porque esta é uma doença hereditária.
Mas outros fatores contribuem para piorar
a situação, como o sobrepeso, a falta de exercícios
físicos e a realização de atividades rotineiras
numa mesma posição durante horas.
Portanto, os professores devem tomar
medidas de prevenção para evitar o
surgimento ou a piora do problema.
As varizes costumam afetar homens ou
mulheres de qualquer idade, embora sejam
mais frequentes entre os 30 e 70 anos. Por
uma questão estética, são as representantes
do sexo feminino que predominam nos consultórios
médicos reclamando – afinal, como
os homens não depilam as pernas, as veias
aparecem menos. Gestação, uso de anticoncepcionais
e terapias de reposição hormonal
são outras causas por que as varizes estão
mais presentes nas mulheres. As veias
avermelhadas ou azuladas de calibre variado
aparecem quando o sangue, que está sempre
sendo “empurrado” para baixo pela força
da gravidade, fica parado durante muito
tempo. Ele começa a pressionar o interior
da veia, causando a dilatação.
“A contração da musculatura da
panturrilha é a única forma de movimentar
o sangue e fazê-lo voltar com força”, explica
o cirurgião vascular José Arthur Dahne
Mickelberg. Uma caminhada entre um período
e outro parado é muito importante. O
uso de meias de compressão elástica também
ajuda na proteção. Para quem tem dor,
o médico recomenda elevar as pernas na altura
acima do coração por 30 a 40 minutos.
“Quanto mais tempo sem movimento,
maior a chance de aparecer varizes”, alerta
Mickelberg. Natação e hidroginástica, praticados
de duas a três vezes por semana, são
os exercícios ideais para quem quer mesmo
combatê-las, já que o corpo fica na horizontal
e não sofre o efeito da gravidade. Mas
caminhadas diárias também têm um efeito
protetor.
A indicação é procurar o médico sempre
que a dor for forte a ponto de atrapalhar a
vida da pessoa ou quando as dilatações forem
tão grandes que produzam flebite (inflamação),
trombose (formação de um coágulo)
ou úlcera. Só um cirurgião vascular
pode indicar o melhor tratamento, dependendo
de cada caso. Uma possibilidade é a
retirada cirúrgica da veia, através de pequenas
incisões. Outra é a aplicação de um
líquido
hipertônico dentro dela para “secála”,
método conhecido como escleroterapia.