1- Alimentação: A prega vocal é revestida
por um muco. Se a viscosidade
do muco for hidratada com frequência, não será preciso
fazer tanto
esforço para vibrar. Alimentos com efeito adstringente,
como maçã,
pera e laranja fazem com que a secreção fique mais
fluidificada. Além
de hidratar, a mastigação da maçã exercita
os articuladores da fala.
2- Manter uma boa postura: A voz ganha beleza pelo sistema de ressonância
em que o sinal vindo da laringe é projetado. Quando uma
pessoa está encurvada, com a cabeça dobrada ou ombro
caído, a
ressonância fica prejudicada.
3- Falar devagar: Quem fala sem movimentar a boca ou muito rápido
faz mais esforço. Quem fala devagar, além de poupar
a voz, favorece
a compreensão por parte do aluno, mantém um controle
maior da
respiração e ganha amplitude.
4- Não comer muito antes de dar aula.
Com o estômago cheio, a pessoa prejudica o movimento do diafragma.
5- Manter-se hidratado: O melhor líquido para se hidratar é água
sem gás, de
preferência em temperatura do ambiente.
6- Fazer períodos de repouso da voz, especialmente para
quem dá aulas de
manhã e à tarde, é importante ter intervalos
com silêncio absoluto
1- Alimentos – derivados do leite, muito gordurosos e café não
devem ser ingeridos
antes das aulas porque provocam a desidratação do
muco. Caso o professor tome
um cafezinho no intervalo das aulas, por exemplo, ele pode compensar
o efeito
tomando depois água.
2- Fumo
3- Bebidas alcoólicas – devem ser evitadas porque
desidratam.
4- Bebidas ou alimentos muito gelados – a mudança
brusca de temperatura altera
a sensibilidade da laringe.’
5- Mudança brusca de temperatura no ambiente – seja
pela presença do
aparelho de ar condicionado, ou pela alteração do
clima (mesmo motivo
anterior). Para evitar o choque, ao entrar e sair da sala pode-se
proteger o
pescoço com um cachecol; mais importante ainda é fechar
a boca e respirar
pelo nariz, que tem todo um aparato para filtrar e aquecer o ar.
6- Ar condicionado – resseca o ar. Pode-se compensar, bebendo
goles de á
gua durante a aula.
7- Chimarrão – tem efeito diurético, portanto
desidrata. Além disso, tem
cafeína, que pode provocar refluxo.
8- Pastilhas – elas podem até ajudar a diminuir a
dor da garganta, mas têm efeito
analgésico. Dor é sinal de alerta. Se ela for mascarada
por balas, o professor pode
forçar ainda mais a voz.
Enfraquecimento ou perda de voz no final do período diário
de aula
Voz mais rouca na sexta-feira e de boa qualidade após
o descanso no final de semana
Quebras na voz durante as explanações corriqueiras
Voz rouca por vários dias
Diminuição da flexibilidade vocal (dificuldade
em cantar ou em modular a voz)
Diminuição do volume da voz, gerando esforço
para conseguir falar um pouco mais
alto ou gritar
Voz mais grave (grossa) do que no início da profissão.
Procure controlar os ruídos de conversa de alunos sem
gritar. O grito não impõe respeito,
só demonstra que o professor perdeu a paciência, além
de provocar um enorme
desgaste vocal, com atrito intenso das pregas vocais, colocando
em risco sua saúde
Estabeleça alguns sinais de alerta (com bater palmas ou
algum objeto sobre a mesa
ou na lousa) para silenciar a classe. Fique em silêncio ou
fale em voz mais baixa que o
necessário, buscando chamar a atenção do aluno
de forma indireta
Mudar de atividade durante a aula pode despertar maior interesse
dos alunos.
Fonte:
fonoaudióloga Rosane Mosmann Pimentel
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Em 16 de abril acontece anualmente o
Dia da Voz, quando são realizados atendimentos
gratuitos, shows e palestras de
conscientização sobre a importância de manter
cuidados com as cordas vocais. A data
foi instituída em 1999 por sugestão do
otorrinolaringologista gaúcho Nédio Steffen,
da Sociedade Brasileira de Laringologia e
Voz. Desde então, a campanha se tornou um
evento internacional.
O livro
A Voz que Ensina: O Professor
e a Comunicação Oral em Sala de Aula (de
Mara Behlau, Maria Lúcia Suzigan Dragone
e Lúcia Nagano, Editora Revinter, 2004) traz
uma série de dicas sobre como detectar que
a voz precisa de mais cuidado e atenção e
como driblar os ruídos ambientais.