FUNDAÇÕES Professores
da Liberato e
da Uergs mobilizados
Os professores da Fundação
Liberato Salzano Vieira da Cunha, de
Novo Hamburgo, e da Universidade
Estadual (Uergs), protestaram no final
de maio contra a intransigência
por parte do governo, que rompeu a
tradição de negociação com ambas
as
categorias e ofereceu zero de reposição
salarial. Os docentes já acumulam
mais de 21% de perdas. As duas
instituições são fundações
públicas de
direito privado e contratam seus docentes
pelo regime da CLT. Os professores
são representados pelo Sinpro/RS
nas negociações salariais com o governo
com vista ao Acordo Coletivo.
Além de reconhecer as perdas salariais
durante as negociações de 2008,
o governo havia se comprometido em
repassar o índice em 2009, desde que
atingisse o equilíbrio fiscal. “O governo
vem propagandeando que atingiu
o equilíbrio nas contas, mas
descumpriu o acordo com os professores”,
explica Amarildo Cenci, diretor
do Sinpro/RS. Diante do impasse, os
professores da Fundação Liberato decidiram,
em assembleia, promover uma
paralisação no dia 27, data de reunião
de negociações entre o Sinpro/RS e
Centro dos Professores com o Gabinete
de Assessoramento Especial (GAE)
do governo. Um grupo de 50 professores
acompanhou a reunião na sede da
Secretaria da Fazenda. Segundo
Daniel Sebastiani, presidente do Centro
de Professores da Liberato, a expectativa
da categoria era de que o
governo apresentasse uma proposta na
reunião do dia 4 de junho, quando as
negociações ocorreram na sede da Fundação,
em Novo Hamburgo.
UERGS – Já os professores da Uergs
fizeram vigília em todas as unidades
do RS no dia 26. Nas rodadas de negociação
já ocorridas, o governo não
ofereceu qualquer reajuste salarial,
propondo apenas renovar o atual Acordo
Coletivo por mais um ano, sem renovação
das cláusulas econômicas e
de repercussão financeira. “A Uergs
está numa situação tão difícil
que a
proposta do governo inviabiliza a permanência
dos professores e compromete
a boa qualidade de ensino, já avaliada
pelo MEC. Como consequência, o
não reajuste dos salários implica uma
rotatividade altamente prejudicial
para a instituição”, afirma Cenci. A
falta de infraestrutura e de professores,
assim como a defasagem salarial e
o excesso de CCs em cargos de comando
da instituição foram denunciadas
em audiência do Sinpro/RS e da Associação
de Professores (Aduergs) com
o presidente da Assembleia Legislativa,
deputado Ivar Pavan, no dia 27. A crise
da Universidade Estadual está na
pauta da Comissão de Educação para
a realização de audiência pública.
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