Ano 8 - nº 71
Maio 2003



Luis Fernando Verissimo:
Depois do sucesso da invasão do Iraque pelos Estados Unidos, quem quiser saber o futuro do planeta deve procurar uma série de...



Nei Lisboa:
A guerra no Iraque vai perdendo força no noticiário, embora a suspeita de que o pior esteja por vir com a resistência à ocupação americana e...



Elisa Lucinda:

A noite paira quieta e bela sobre a lagoa
o mar fica atrás da paisagem
como se fosse uma escolha
do mar azul, azul, azul.
Parece que o mar sabe





A gente não quer só comida

O Fome Zero foi lançado no dia 30 de janeiro deste ano como uma das grandes bandeiras do governo Lula. Em seu discurso de posse, o Presidente garantiu que se ao final do seu mandato, todos os brasileiros tiverem a possibilidade de tomar café da manhã, almoçar e jantar, ele terá cumprido sua missão na vida.

Pois bem, quatro meses e alguns tropeços depois como andará o programa? A resposta que nos deu foi Dom Mauro Morelli, bispo diocesano de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense (RJ) e conselheiro do Conselho Nacional de Segurança Alimentar Nutricional Sustentável (CONSEA) entidade que, ao lado do Ministério Extraordinário de Segurança Alimentar e Combate à Fome (Mesa), coordena o Fome Zero.

Em entrevista concedida aos repórteres do Extra Classe, Dom Mauro faz críticas ferrenhas à estrutura do programa, que pretende garantir a quantidade, qualidade e regularidade do acesso à alimentação a 46 milhões de brasileiros. O programa, cujo principal objetivo é combater as causas estruturais da fome e da pobreza, trabalha com uma combinação de políticas estruturais (voltadas para as causas profundas da fome e da pobreza), políticas específicas (para atender diretamente as famílias no acesso ao alimento) e políticas locais (a serem implantadas por governos estaduais, prefeituras e pela sociedade organizada de acordo com as necessidades de cada região).

O Extra de maio traz também mais uma reportagem da série reformas, esmiuçando a tão polêmica reforma tributária. A participação feminina na política brasileira é o assunto da matéria especial, baseada no livro Uma História do Feminismo no Brasil, da escritora Céli Pinto. Na editoria de educação, em pauta as cópias reprográficas e seus reflexos na formação dos alunos e na movimentação do mercado editorial. E para falar de cultura, o Extra trocou figurinhas com os ilustradores de livros infantis. A matéria mostra como crianças deficientes visuais conseguem, através do Braile, interpretar os desenhos e deixar fluir a imaginação.





José Luis Fiori

Lições espanholas
Um problema atravessou a história do movimento socialista internacional, sem jamais obter uma resposta consensual: o que vem a ser exatamente uma “gestão socialista” do capitalismo? No próprio Manifesto Comunista de 1848, Marx e Engels já se...





Escrevendo como as lavadeiras trabalham
Completaram, em março passado, os 50 anos da morte de Graciliano Ramos. Porém, sua obra permanece entre nós. A bibliografia do autor está sendo reeditada pela Editora Record, com novo projeto gráfico e posfácios assinados por pessoas...

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