Educação indígena
Conforme o último Censo Escolar Indígena realizado
pelo Ministério da Educação (MEC), o Brasil
conta com aproximadamente três mil professores indígenas
ministrando aulas para mais de 90 mil crianças. E, já
no início deste ano, mais de 236 índios do Estado
de Roraima disputaram as vagas do curso de licenciatura intercultural.
Essas escolas reivindicavam desde o fim da década de 90 que
a educação de suas crianças fosse além
das primeiras quatro séries do ensino fundamental. Para o
coordenador de apoio às escolas indígenas do MEC,
Jean Paraíso Alves, a escola deixou de ser um elemento estranho
à cultura indígena e fortalece não só
a própria cultura mas também o acesso aos conhecimentos
universais.
Ensino à distância
Durante o ano passado, o Conselho Estadual de Educação
recebeu uma enxurrada de pedidos de credenciamentos de escolas e
autorização de cursos de Educação a
distância. Vários destes pedidos entraram, inclusive,
em pauta na última plenária antes do recesso do Conselho.
Porém, nenhum deles, até aquela data, apresentava
as condições necessárias para a aprovação,
o que resultou na retirada de pauta, devendo retornar no início
das atividades do CEEd. O cuidado na análise dos cursos se
deve também ao fato de que no ano passado, houve uma avalanche
de instituições, inclusive de outros estados, oferecendo
cursos de especializações lato sensu à distância
de propostas pedagógicas questionáveis (leia EC
setembro de 2002).

O antiambientalista
O livro O Ambientalista Cético do estatístico dinamarquês
Bjorn Lomborg, além de enfurecer os ecologistas, foi condenado
oficialmente pelo Comitê Dinamarquês em um painel sobre
Desonestidade Científica. O livro já foi best-seller
em 2001 por colocar em dúvida as informações
apresentadas pelas organizações ecológicas.
O Comitê considera a obra uma violação das regras
do bom procedimento científico e uso de fontes em favor de
crenças do autor, ou seja, mostra dados de forma parcial.
O próprio autor admite que não citou todas as fontes
disponíveis e que sua intenção era provocar
um debate sobre o ambiente.

Cotas em universidades
A Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) causou polêmica
com a reserva de cotas para negros e pardos ao contestar a decisão
da justiça que impediu o sistema de cotas na instituição
(que é a favor).
A questão das cotas na Uerj tem dividido opiniões,
alguns acham que essa medida irá melhorar o ensino universitário
no país. Há quem discorde dessa idéia ao defender
que é mais um tipo de discriminação. Os favoráveis
às cotas para negros têm um argumento forte. Para eles,
as cotas em universidades já existem, já que a maioria
das vagas são preenchidas por brancos de classe média
e classe média alta. Já foram concedidas três
liminares a estudantes da Uerj, que reclamam terem perdido a vaga
no vestibular, mesmo tendo obtido o número de pontos suficientes
para serem aprovados e por não estarem incluídos em
nenhum critério de reserva de vagas.