Guerra e paz
As dificuldades externas, provocadas por uma conjuntura internacional
difícil, com ameaça de guerra e recessão mundial
exigem trabalhos redobrados. Para enfrentar esses desafios, o governo
conta com uma agenda de trabalho clara e o seu cumprimento irá
sinalizar o compromisso das regras de política econômica.
São reformas difíceis, porém inadiáveis,
porque desarmam as armadilhas. O Estado gasta muito e gasta mal.
Por isso, a reforma do Estado é fundamental para garantir
que recursos públicos sejam destinados aos grupos sociais
mais frágeis, de forma efetiva. Hoje nossos gastos na área
social são pouco focalizados. Não temos coordenação
e nenhuma avaliação desses programas, o que não
pode ocorrer num Estado que tem como um de seus eixos fundamentais
a inclusão social, diz.
O ministro também frisou que não haverá equilíbrio
duradouro no campo econômico se não houver inclusão
e equilíbrio social como parte integrante e essencial do
projeto de governo. Chamando os empresários e a sociedade
civil à responsabilidade, Palocci falou que essas mudanças
e reformas não acoteceram no passado e não acontecerão
agora se ficarem restritas à ação política
e técnica do governo. Elas exigem debates claros, medidas
corajosas, ousadia política e coesão social, com a
participação ativa da sociedade civil organizada,
dos empresários, dos trabalhadores, das lideranças.
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"O
estado brasileiro gasta muito e gasta mal"