Ano 10 - nº 89
Março 2005



Luis Fernando Verissimo:
Diziam que os ingleses tinham conquistado o mundo para fugir do seu clima, da sua comida e das suas mulheres. Em certos lugares remotos onde, segundo Noel Coward, só ingleses e cachorros...




Nei Lisboa:
Homens e mulheres sempre se queixaram uns dos outros, nenhuma novidade, mas a forma como isso vem acontecendo é de se coçar na cabeça os neurônios da modernidade. Estou tentando escrever um samba sobre...



Elisa Lucinda:

Foi me dando uma tristeza morna. Me subia do fôlego a sensação de faringe quando finge a melancolia em forma de azia. Alguma coisa me perturbava com a mesma inquietude com que a premonição queima por dentro uma...





FATOR PREVIDENCIÁRIO
Parabéns pelo excelente artigo sobre o malfadado e cruel “Fator Previdenciário” implantado pela lei em benefício do INSS (diga-se, Previdência Social), mas contra seu dono: o trabalhador. 
O movimento sindical brasileiro deveria pressionar o Congresso Nacional para revogá-lo o mais cedo possível da vida do pobre trabalhador, principalmente aquele mais humilde, pobre, que tem que começar a trabalhar ainda mais  jovem, quando não criança, para ajudar na renda familiar e de si próprio. Este, infelizmente, quando completar 35 anos de trabalho ou de contribuição, será, em função de sua atividade profissional rude, difícil, abreviada e muito pouco poderá gozar em tempo de aposentadoria. O fator previdenciário lhe sugará o benefício e, aí, para poder comprar remédio (pois velho e doente) terá que voltar a trabalhar até o fim de seus dias!
Bota cruel nisso!
Prof. Benjamin Vicenzi
(benvicenzi@terra.com.br)

ORA, COLEGAS...
Como sempre, sobrou para a imprensa. Todo o material produzido pelo Extra Classe conduz à defesa do processo desencadeado pelo próprio Sindicato dias antes das eleições. Nada além disso. As reportagens, suas opiniões, seus entrevistados... Todos, de uma forma ou de outra, defendem o(s) instituto(s) e condenam o jornalismo.
O que se viu nas ruas no domingo, dia da eleição, não era “obra diabólica” da imprensa. Os cartazes que pessoas seguravam com os números que apontavam a vantagem/vitória ao oponente do líder eram a prova-provada para muitos de que se tratava, sim, de uma jogada ensaiada, de uma “mão amiga nas horas difíceis”. Uma estratégia na reta final. Colocar, mesmo que virtualmente, os cavalos cabeça-com-cabeça. Claro que não foi intencional por parte do nosso sindicato, mas que pareceu, pareceu.
De outro lado, a pesquisa e suas repercussões foram um erro. Deixemos a ingenuidade de lado e vamos assumi-lo. Erramos na dose. Erramos ao nos meter qual patinhos nesta história. Usamos, aparentemente, a lógica que “sindicatos” profissionais já utilizam há décadas.
Bem que vocês poderiam editar (com autorização) algumas das opiniões dos sócios que se posicionaram contra e contrariados à pesquisa do Sinpro/RS. Isso poderia amenizar um pouco as matérias sobre o caso e tornar o assunto um pouco menos lateral.
Saudações.
Professor Miro Bacin
Viamão-RS

PARABÉNS I
Parabéns pelo Extra Classe. O jornal é muito bem-pautado e bem-feito. Além da sua qualidade, representa uma das poucas opções que se tem para não ficar prisioneiro do jornalismo de ZH , especialmente. Durante muitos e muitos anos, os sindicatos reuniram-se para criar um jornal bancado por todos, destinado a ocupar um espaço parecido com o do Extra Classe. Nunca deu certo. Não se pode dizer que, pelo menos nas primeiras tentativas, faltasse dinheiro. Faltava, mesmo, era compreensão sobre o que é jornalismo. Vocês aí do Extra Classe vêm demonstrando, há tempos, que é possível fazer um jornalismo sem ranço “sindicalês” e capaz de disseminar conhecimento (pois o jornalismo é, essencialmente, uma forma de conhecimento). Posso imaginar as dificuldades que vocês enfrentam. Deixo, então, meus agradecimentos e felicitações para toda a equipe e, também, para a diretoria do Sinpro/RS, que compreendeu a importância de um jornal como este e o sustenta. Sigam “comprando essa briga”, essa ousadia é vital para quem quer um mundo diferente.
Saudações,
Pedro Luiz S. Osório

PARABÉNS II
Parabéns pela reportagem do último Extra Classe sobre o terrorismo nas escolas contra os professores. Espero que, em breve, sejam criadas políticas de proteção para nós, frágeis profis-sionais. Está realmente complicado ser professor nos dias de hoje. Um grande abraço.
Luis Aransegui

PARABÉNS III
Parabéns! O jornal está muito bom.
Beatriz Dornelles,
Jornalista e Professora da Famecos



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Eduardo Carrion

Qual reforma política?
Em prosseguimento às mudanças constitucionais já implementadas, anunciam-se novas propostas de reforma constitucional de iniciativa governamental. A destacar a reforma financeira,...





Filosofia para baixinhos
No final do ano passado, a Tomo Editorial lançou Sócrates, o terceiro volume da coleção Filosofinhos/Les Petits Philosophes. Os textos do livro são de Maria de Nazareth Agra Hassen com ilustrações de Juska.





Deu no Extra
Sindicato pra quê?

Em março de 1996, o jornal Extra Classe surgia para o mundo, trazendo na capa de sua primeira edição a reportagem Sindicato pra quê?, assinada pelos jornalistas Carlos Oliveira Leite e Renato Dalto.







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