PALAVRA DE ALUNO
Carta em resposta ao artigo de Cris Lisiê Kurylo,
na coluna Palavra de Professor no Extra Classe de outubro.
Tenho visto alguns defensores e
entusiastas do eucalipto ultimamente,
mas estranho que nenhum
sugere a reflexão mais profunda
desse modelo econômico, ficando
todos sempre presos aos velhos
conflitos acerca do eucalipto tais
como o seu consumo hídrico, a
necessidade de produtos florestais
e a velha chantagem da geração de
empregos. Nem tampouco questionam
que esses maciços de monoculturas
são plantados de forma e em ambientes
inapropriados, tornando a prática ainda mais
impactante. Parece-me que buscam distrair
os espectadores sem novas informações e
com generalidades descabidas. Me
surpreende muito, ainda, o preconceito com
que a autora trata a sociedade, sugerindo que
pessoas sem conhecimento técnico-científico
não têm qualificação para opinar nesse
assunto. Ora! Muitas dessas pessoas são
agricultores que são explorados por essas
indústrias, ou diretamente atingidos em suas
propriedades ou que perderam familiares em
função da larga aplicação de herbicidas
e
formicidas nas lavouras de eucalipto. É descabido,
também, simplesmente taxar as
opiniões divergentes de mal-intencionadas
sem pelo menos argumentar coerentemente.
Agora, tecnicamente falando, não tem
cabimento um profissional da Biologia repetir
mitos e mentiras tais como “reflorestamento”,
quando estamos nos referindo a monoculturas
que são muito diferentes de florestas; ou
sugerir que uma árvore do porte do eucalipto
seja comparada ao milho em consumo hídrico;
ou, muito grave, que o solo não perde
nutrientes com a retirada de uma árvore jovem
e de rápido crescimento.
Francamente, eu respeito muito os
profissionais que trabalham e pesquisam para
esse setor, também entendo a euforia pela
potencial melhoria dos seus salários, mas
sejamos sensatos e responsáveis para
podermos evoluir nessa conversa. Assumam,
cada um, seu egoísmo. Não nos serve mais
debater esse assunto como se fosse Grêmio
e Inter.
Cristiano Hickel – Estudante
de Engenharia
Ambiental Porto Alegre - RS
SAÚDE CRIATIVA
Caros Editores
No tabuleiro da informação e na
tribuna da ética em informar,
com jornalismo verdadeiro, está o Extra Classe. Difícil
de validar a palavra correta para sintetizar
a importância desse jornal.
Quantas palaverbetes teria que
recorrer para lhes dizer de todo,
parabéns. Genial o “Bolsa-
Palavra” do Fraga. Importantíssimo
o “aparte” de Marco
A. Weisseheimer. Saúde
criativa e altiva para todos.
Zé Augustho Marques – Poeta e crítico
de artes Porto Alegre

GARRA – PASSO FUNDO
Prezados (as) Senhores (as)!
Em relação à matéria “Mais uma
intituição
vendida” veiculada na página 7 do Jornal
Extra Classe (Ano 12, nº 117) de setembro
de 2007, informamos que, ainda, na terçafeira,
dia 14 de agosto do corrente, foram
encerradas, sem efetivação, as
negociações entre a Sociedade Educacional
Garra, mantenedora da Faplan, e
o grupo Anhangüera.Outrossim, aproveitamos
a oportunidade para reafirmarmos
nosso compromisso com a comunidade e
com todos aqueles que nos ajudaram a
construir a nossa história. Con-tinuaremos
nosso trabalho com dedicação ainda mais
extremada. Solicitamos a divulgação deste
fato no seu prestigiado jornal para
esclarecimentos junto à comunidade, uma
vez que ele é um importante veículo da
comunicação regional e acadêmica.
Daniela Urio – Coordenadora
de Marketing Sistema Educacional Garra/
Faplan e Conselho Administrativo da
Mantenedora - Passo Fundo

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