Ano 8 - nº 76
Outubro 2003



Luis Fernando Verissimo:
Minha posição na questão dos transgênicos é um claro e firme “não sei”. Já li e ouvi tantas opiniões convincentes, para um leigo, a favor e contra, que me consolo com a idéia de que, nesse assunto, todos são leigos. Um lado diz que ainda não se...



Nei Lisboa:
Antes de mais nada, saibam que fui provocado. Pai fresco e coruja, andei evitando o assunto com medo de afogar o leitor na baba. Mas agora é justamente uma leitora, a Elizabeth Sivinski, quem pede que eu fale mais sobre a minha filhota. Ôba! E lembrem-se, vocês que pediram!



Elisa Lucinda:

Palavras de mãe costumam ecoar para sempre nos ouvidos da gente. As da minha me embalam líricas e determinantes até hoje. Rainha do otimismo responsável e atuante, minha mãe amava dignos, pobres, ricos e errantes na proporção da sua estupenda compaixão e...





Pobreza de primeiro mundo

Deu no New York Times que o número de norte-americanos vivendo na pobreza aumentou em 1,7 milhões em 2002. Além disso, a renda média das famílias caiu 1,1%. A fonte é o Departamento do Censo, o IBGE deles. Os dados foram divulgados no último dia 26 de setembro e provocaram uma enxurrada de críticas da oposição e da imprensa especializada. A crise econômica americana tem como alvo a população do Meio-Oeste e as etnias denominadas como “não- brancas” (negros, latinos, asiáticos, índios...). Os registros referentes ao ano passado demonstram ser o segundo ano seguido de ascensão dos índices de pobreza e de renda, fenômeno que não ocorria nessas proporções desde o início dos anos 90, curiosamente no governo republicano de Bush (pai). Os dados obtidos pela Pesquisa Atual de População, feita anualmente pelo Departamento do Censo, demonstram que os efeitos da recente recessão afetam uma grande parcela da população.

O percentual oficial de pobreza aumentou de 11,7% em 2001 para 12,1% em 2002, o que significa que o número de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza é de 34,6 milhões. A renda familiar média sofreu uma redução de US$ 500 nesse período, ficando em US$ 42.400 por ano. Só convém lembrar que o salário anual que define o patamar de pobreza para uma família de quatro pessoas é de US$ 18,3 mil, lá, o que equivale a aproximadamente a R$ 55 mil, aqui, ou individualmente U$ 9,1 mil (R$ 27,3 mil). Nos EUA a quantidade de pessoas vivendo em estado extremo de penúria, aquelas cuja renda é menor do que a metade do limiar de pobreza, aumentou de 13,4 milhões para 14,1 milhões. Mas, para consolo dos norte-americanos menos abastados, a renda de 1% dos americanos mais ricos também caiu, totalizando 18%. Ao todo, os americanos tiveram uma perda de 2,8% na sua renda.



Batizaram a CPI dos combustíveis

Parece que batizaram com água a CPI que investiga a máfia dos combustíveis. Instalada neste ano para investigar operações no setor de combustíveis relacionadas à sonegação dos tributos, máfia, adulteração e suposta indústria de liminares, a Comissão Parlamentar dos Combustíveis tem entre os seus integrantes 12 deputados que receberam “doações de campanha de empresas relacionadas a essa área da economia”. Parece que eles não entenderam bem o que “Comissão”, nesse caso, com caixa alta, são previa “comissão”, com caixa baixa, remuneração. O pior é que dos 12 deputados oito são titulares na CPI, representando 33% dos 24 titulares. Os casos mais evidentes são os dos deputados João Caldas (PL-AL) e Rose de Freitas (PSDB-ES). Ambos receberam doações diretamente de usineiros de álcool. Tudo bem que a gorjeta foi prévia, mas no mínimo é eticamente questionável a presença desses cidadãos como membros da Comissão, pois é óbvio o comprometimento dos mesmos com seus patrocinadores.




 
José Luis Fiori

A crônica, a história e a crítica
Em tempos de mudança e de invenção histórica, a dificuldade teórica de entender a novidade, junto com a angústia de conviver com a incerteza, parece que estimulam a multiplicação das teses apocalípticas. Mas existem intelectuais que...





Teatro de Equipe e sua história
O Teatro de Equipe está de volta. Não. O célebre grupo que marcou a vida cultural da capital gaúcha entre 1958 e 1962 não voltou a encenar, mas retorna em livro.

Livros:
outros lançamentos







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