Pobreza de primeiro mundo
Deu no New York Times que o número de norte-americanos vivendo
na pobreza aumentou em 1,7 milhões em 2002. Além
disso, a renda média das famílias caiu 1,1%. A fonte é o
Departamento do Censo, o IBGE deles. Os dados foram divulgados
no último dia 26 de setembro e provocaram uma enxurrada
de críticas da oposição e da imprensa especializada.
A crise econômica americana tem como alvo a população
do Meio-Oeste e as etnias denominadas como “não- brancas” (negros,
latinos, asiáticos, índios...). Os registros referentes
ao ano passado demonstram ser o segundo ano seguido de ascensão
dos índices de pobreza e de renda, fenômeno que não
ocorria nessas proporções desde o início dos
anos 90, curiosamente no governo republicano de Bush (pai). Os
dados obtidos pela Pesquisa Atual de População, feita
anualmente pelo Departamento do Censo, demonstram que os efeitos
da recente recessão afetam uma grande parcela da população.
O percentual oficial de pobreza aumentou de 11,7% em 2001 para
12,1% em 2002, o que significa que o número de pessoas vivendo
abaixo da linha da pobreza é de 34,6 milhões. A renda
familiar média sofreu uma redução de US$ 500
nesse período, ficando em US$ 42.400 por ano. Só convém
lembrar que o salário anual que define o patamar de pobreza
para uma família de quatro pessoas é de US$ 18,3
mil, lá, o que equivale a aproximadamente a R$ 55 mil, aqui,
ou individualmente U$ 9,1 mil (R$ 27,3 mil). Nos EUA a quantidade
de pessoas vivendo em estado extremo de penúria, aquelas
cuja renda é menor do que a metade do limiar de pobreza,
aumentou de 13,4 milhões para 14,1 milhões. Mas,
para consolo dos norte-americanos menos abastados, a renda de 1%
dos americanos mais ricos também caiu, totalizando 18%.
Ao todo, os americanos tiveram uma perda de 2,8% na sua renda.
Batizaram a CPI
dos combustíveis
Parece que batizaram com água a CPI que investiga a máfia
dos combustíveis. Instalada neste ano para investigar operações
no setor de combustíveis relacionadas à sonegação
dos tributos, máfia, adulteração e suposta
indústria de liminares, a Comissão Parlamentar dos
Combustíveis tem entre os seus integrantes 12 deputados
que receberam “doações de campanha de empresas
relacionadas a essa área da economia”. Parece que
eles não entenderam bem o que “Comissão”,
nesse caso, com caixa alta, são previa “comissão”,
com caixa baixa, remuneração. O pior é que
dos 12 deputados oito são titulares na CPI, representando
33% dos 24 titulares. Os casos mais evidentes são os dos
deputados João Caldas (PL-AL) e Rose de Freitas (PSDB-ES).
Ambos receberam doações diretamente de usineiros
de álcool. Tudo bem que a gorjeta foi prévia, mas
no mínimo é eticamente questionável a presença
desses cidadãos como membros da Comissão, pois é óbvio
o comprometimento dos mesmos com seus patrocinadores.