Violência
contra o professor
Os relatos da violência contra professores nas instituições
de ensino privado motivou o Sinpro/RS a investigar as causas e os desdobramentos
dessas situações para os docentes. Os resultados obtidos oferecem
um panorama claro sobre os tipos de violência sofrida pelos docentes. Os
dados indicam ao Sinpro/RS a necessidade de continuar alertando sobre os reflexos
prejudiciais da violência e reivindicando junto ao sindicato patronal maior
atuação das direções de escolas para prevenir e reprimir
atitudes de alunos, pais e coordenadores que desqualificam o professor. Conforme
os resultados da pesquisa, há uma relação direta da violência
relatada com a desvalorização profissional. O sentimento de desvalorização
do trabalho faz com que professores adoeçam e, o que é pior, trabalhem
doentes por receio de que a falta ao trabalho, mesmo motivada, tenha reflexos
em relação a sua permanência no emprego.
Elaborada por meio de formulário-padrão, a pesquisa foi respondida
por 440 professores do ensino privado de todos os níveis de Porto Alegre
(54,5%), Região Metropolitana (13%) e do Interior (32,5%). A desconstituição
da autoridade do professor foi o fato ligado à violência mais citado
pela amostra (83,2%), seguido da atividade sem remuneração (76,8%)
e a ingerência na avaliação dos alunos (64,9%) e na ação
pedagógica (53,3%). A autoria da violência é atribuída
a alunos em quatro casos: desconstituição da autoridade do professor,
agressões físicas, agressões via internet e assédio
sexual.
Para 37% dos professores pesquisados, as direções
de escolas são
omissas em relação à violência no ambiente escolar
e procuram responsabilizar os professores na maioria dos casos. O encaminhamento
de soluções pela escola é insatisfatório para 80%.
Já a ingerência da direção no trabalho docente é apontada
como “eventual”, ao contrário do trabalho sem remuneração,
classificado pelos entrevistados como “atividade freqüente”.
Além de apontar o trabalho sem remuneração como rotina
em suas escolas, os professores atribuem a ele uma das maiores fontes de insatisfação
profissional, ao lado da perda de autoridade em sala de aula.
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