Boletim Informativo
do SINPRO/RS, entidade filiada à CUT e CONTEE
UPF
A universidade e o compromisso com
a democracia
Somente
dentro de um ambiente plural e democrático os
verdadeiros princípios de uma universidade de caráter
comunitário podem sobreviver
Sinpro/RS
com o objetivo de manutenção do diálogo
democrático dentro da Universidade de Passo Fundo - UPF,
reforça sua convicção nos princípios
que norteiam o caráter de instituição comunitária
no qual se inclui a mesma.
Pelo menos, em tese, o conceito de universidade comunitária
apresenta como razão de ser, o desenvolvimento de um serviço
educativo e científico sem fins lucrativos na situação
de instiituição pública não-estatal,
sem alinhamento político/partidário ou ideológico,
com o objetivo de promover o desenvolvimento regional das localidades
onde estão inseridas, prezando a participação
da comunidade e o reconhecimento às instituições
legítimas de representação da sociedade
organizada e comunidade universitária. Só assim
pode-se garantir a pluralidade de opiniões e o verdadeiro
exercício da cidadania, sendo consideradas incompatíveis
com a citadada condição (de "universidade
comunitária") práticas autoritárias,
favorecimento de grupos ou familiares e o desrespeito à institucionalidade
estabelecida, bem com o não reconhecimento dos fóruns
apropriados a cada debate.
É, portanto, da essência do perfil "comunitário" a
promoção e ampliação dos espaços
democráticos e não a restrição dos
mesmos. A redução da participação
das instâncias formais da comunidade universitária
nos processos decisórios ou propositivos ferem os princípios
sobre os quais foram instituídas as universidades comunitárias.
Causa-nos estranheza e procupação toda e qualquer
iniciativa que provoque o tensionamento das relações
interinstitucionais, bem como a intransigência e indisposição
ao diálogo sobre determinados temas diretamente relacionados à viabilidade
da instituição, por estarem ligados, inclusive,
ao acúmulo de passivos trabalhistas.
Vale lembrar, que o histórico recente de algumas instituições
comunitárias riograndeses, que recorreram a práticas
unilaterais e antidemocráticas antigas e ultrapassadas
- enquanto métodos político-adminsitrativos- ,
restringindo o diálogo com sindicatos, associações
e demais instituições represetativas da comunidade,
têm se colocado em situação de inviabilidade
dentro do competitivo mercado da educação privada.
Não é esse o futuro que se deseja para a UPF e
para tanto, o Sinpro/RS apresenta-se, mais uma vez, disposto à negociação,
ao debate de mocrático, propondo a construção
de soluções que contemplem não só os
interesses dos professores como da universidade como um todo.
NEGOCIAÇÕES
Histórico apresenta avanços e interrupção
dificulta relações
atuação do SINPRO/RS com a UPF sempre partiu
de duas premissas: a primeira, que o diálogo e a negociação
são as melhores formas de relação entre
representantes dos professores e a universidade, a Segunda, que
a regulamentação das relações trabalhistas é tanto
bom para a universidade quanto para os professores.
Em coerência com este pensamento, nos últimos anos
tivemos um conjunto de rodadas de negociação em
torno de dois temas centrais: registro da carga horária
em carteira de trabalho e ingresso dos professores no plano de
carreira. Consideramos que tivemos grandes avanços. A
carga horária dos professores, em sua grande maioria,
foi registrada em carteira e iniciou-se um processo de integração
dos professores no plano de carreira a partir de junho de 2002.
Porém, apesar desses reconhecidos avanços, mantêm-se
alguns temas em aberto. Ainda não estão regulamentadas
a hora in tinere (deslocamentos) e as variação
de carga horária em função da orientações
e supervisões de estágios. Existem professoras
com parte de sua carga horária não registrada em
carteira. Quanto ao ingresso no plano de carreira não
foi feito uma norma transitória observando os direitos
adquiridos, principalmente para os professores que teriam direito
a serem enquadrados nos estatutos de 1985 e 1997, em muitas vezes
mais vantajosos para os professores.
O problema central não é a existência de
questões pendentes, mas a não disposição
por parte da universidade em regulamenta-las a partir de negociações
com o SINPRO/RS, legítimo representante dos professores
para discussão do tema. O que nos causa estranheza e preocupação,
até porque enquanto essas questões não estiverem
devidamente regularizadas contribuem para o acúmulo de
ativos trabalhistas, o que imaginamos não ser de interesse
da universidade bem como não é interesse deste
sindicato.
DE
OLHO Professores sofrem constrangimentos
O Sinpro/RS
vem recebendo denúncias de
professores a respeito de constrangimentos sofridos
por docentes da UPF, que apesar de não
serem contratados em regime de exclusividade
estão sendo pressionados para não
aceitar convites de outras instituições.
Essa prática não apenas fere o
direito e liberdade individual dos profissionais,
como agride a convenção coletiva
de trabalho, as leis trabalhistas e a própria
Constituição.
CAMPANHA SALARIAL 2003
Sinpro/RS realizará assembléia
geral no dia 12
Negociações salariais estão na pauta do
encontro, que acontecerá em Porto Alegre
Sinpro/RS realizará no sábado, 12 de abril,
assembléia geral, em Porto Alegre. O encontro será às
14 horas, no Instituto de Educação (Avenida Osvaldo
Aranha, 527). Na pauta, Campanha Salarial 2003, eleições
dos delegados para os congressos estadual e nacional da CUT,
assuntos gerais.
Na assembléia, o Sinpro/RS fará um relato do
andamento das negociações salariais com o Sinepe/RS.
Na retomada das negociações salariais, no início
de março, os dirigente patronais propuseram 12% de reajuste
salarial, percentual inferior à inflação,
17,66%, sob a alegação de que algumas escolas
estão com dificuldades financeiras. A proposta foi rejeitada
pelo Sinpro/RS e os sindicatos instituíram uma subcomissão
para avaliar a real situação do setor e buscar
uma fórmula que garanta a reposição integral
da inflação.
EXPANSÃO - Se por um lado houve redução
de alunos na Educação Básica, por outro
houve crescimento vertiginoso na Educação Superior.
Na própria Educação Básica, segundo
levantamento do Dieese, cresceu bastante o número de
escolas e cursos oferecidos. De 1997 a 2002, surgiram 252 novas
instituições de ensino privado no Rio Grande
do Sul e 768 novas ofertas de ensino, contemplando ampliação
de séries do ensino fundamental, médio, educação
infantil, autorização de cursos técnicos
e educação de jovens e adultos nas escolas já existentes.
No início dos anos 90, haviam 35 instituições
de Educação Superior, Hoje, são mais
de 80.
O setor também não demonstra timidez no reajuste
das anuidades. De 1996 a 2002, as mensalidades da Educação
Básica foram reajustadas, em média, 30,31% acima
da inflação, e da Educação Superior,
35,05%. Diante deste quadro, se há realmente dificuldades
financeiras, o Sinpro/RS entende que são mais por uma
questão de problemas gerenciais e administrativos.
Convide seus colegas e participe da Assembléia Geral
do dia 12. Não vamos poupar esforços para defender
a qualidade do ensino privado gaúcho, garantida ao longo
da última década ela manutenção
do poder aquisitivo dos salários dos seus professores.
CAMPANHA SALARIAL 2003
ASSEMBLÉIA GERAL
12 de abril - 14 horas
Instituto de Educação
(Osvaldo Aranha, 527, Porto Alegre)
Pauta:
- Negociações salariais 2003
- Eleições delegados Congresso Estadual da CUT
- Eleições delegados Congresso Nacional da CUT
- Assuntos gerais