URCAMP
Faltam
propostas concretas
para sair da crise
urgência
solicitada pela reitoria da Urcamp para
a primeira reunião (em março) seguiu-se uma
sucessão de adiamentos e, especialmente, a falta
de qualquer proposta mais concreta no segundo
encontro realizado no dia 27 de abril. Passaram-se
portanto quase dois meses entre uma reunião e
outra. Como todos sabemos, neste meio tempo se agravou o
problema salarial dos professores dos campi de Bagé e
Santana do Livramento, e, é claro, a bandeira de uma solução
redentora começou a ser agitada. Sim, estamos falando
da
federalização da Urcamp.
Após a viagem de uma comitiva a Brasília, o assunto
estourou na imprensa de Bagé e depois em toda a região
de
atuação da Universidade, sem que a
perspectiva de termos mais uma
universidade pública federal no Rio
Grande do Sul merecesse algum
espaço mais destacado na grande
imprensa estadual. Seja por realismo
ou falta de disposição em repercutir
projetos que possam ter viés eleitoreiro,
o fato é que o assunto por enquanto
não existe para a opinião pública fora
da região.
Sobre o assunto, o Sinpro/RS
também se pauta pelo senso de
realidade, correndo todos os riscos de
alimentar a sempre pronta disposição
do status quo de buscar responsáveis externos pelos seus
fracassos. A análise fria sobre a federalização
da Urcamp
obriga-nos a considerar inicialmente que oRio Grande do Sul
já tem quatro universidades federais além da Faculdade
Federal de Ciências Médicas de Porto Alegre, três
das quais
estão na metade sul do Estado.
Decorre daí que mesmo superando toda a política
de
contenção de gastos públicos doMinistro
Palocci, a intenção
ainda tem que vencer a resistência do somatório
de políticos
comprometidos, quase todos tão-somente, com as suas
próprias paróquias e com pouca propensão
a considerar a
importância estratégica de mais uma universidade
federal
para alavancar o desenvolvimento da metade sul do nosso
Estado.
"Nosso
compromisso
primeiro é com a
categoria dos professores
do ensino privado
gaúcho. Entre eles, os da
Urcamp no caso
específico com a
regularidade dos seus
salários e demais
condições contratuais."
|
PROFESSORES - Superadas todas estas adversidades, é
preciso considerar, agoraemnome dos interesses corporativos,
que fazemos por bem representar que a solução da
Instituição não será necessariamente
a solução dos professores.
Docentes de universidades federais são servidores
públicos, ingressantes via concurso público e regidos
pelo
regime estatutário. Vai daí que a
possibilidade de a União incorporar
automaticamente o atual corpo docente
da Urcamp é tão remota quanto assumir
o gigantesco passivo da própria
Instituição. Só para lembrar, o governo
está se negando a assumir a Varig,
apesar de toda a importância estratégica
desta para o país.
Feitas as ponderações necessárias
em nome do senso de realidade,
queremos reafirmar o compromisso
histórico do Sinpro/RS com a ampliação
da oferta pública de todos os níveis
de ensino, em especial do nível
superior. Nosso compromisso primeiro, no entanto, é com
a
categoria dos professores do ensino privado gaúcho. Entre
eles, os daUrcamp no caso específico com a regularidade
dos
seus salários e demais condições contratuais.
Se por injunções
várias a federalização da Urcamp prosperar,
acreditamos
ser nosso papel negociar as melhores condições
para os
professores na transição da Instituição,
da iniciativa privada
para o setor público.
Enquanto
isso...
Voltando à realidade e aos problemas concretos
dos
professores da FAT/Urcamp – falta de salário
em decorrência
de um quadro quase falimentar da Instituição –,
a
segunda reunião da Reitoria e da Comissão
Especial com o
Sinpro/RS acenou com o agravamento da situação
e
apontou como solução um ajuste administrativo,
já prometido no ano passado e não
realizado, mas agora
incluindo a redução salarial dos professores
e funcionários.
Por enquanto são acenos, não há ainda
nada de concreto.
Uma proposta está prometida para ser entregue
ao
Sinpro/RS até o dia 15 de maio. Remédio
amargo, se bem
que realista, considerando-se o quadro que está apresentado. Só restou à Instituição
recorrer aos seus
próprios professores. Na reunião, pouco
assunto sobre a
federalização. “É uma possibilidade”,
palavras de um
membro da Reitoria. “É uma necessidade”,
diz um
integrante da Comissão Especial.
Sobre os salários atrasados (1/3 de férias
emarço) e o de
abril que vencerá em 10 de maio, nenhuma perspectiva.
A
situação nos levou de volta ao judiciário.
Na mesma
reunião, a Reitoria informou que convocará professores
para assembléias institucionais onde mais uma
vez relatará a gravidade da situação.
O Sinpro/RS por sua vez está convocando assembléias
dos professores para discutir as propostas da Reitoria
para o
equacionamento dos problemas da Instituição
e do salário
por conseqüência.
Está na hora de começar
a participar mais!
|
|
Calendário
de Assembléias Gerais
dos Professores da Urcamp
SÃO GABRIEL
18/05, às 20h30, no auditório do Centro 1 (campus)
BAGÉ
19/05, às 18 horas, na AABB
SANTANA DO LIVRAMENTO
24/05, às 20h30, no campus
CAÇAPAVA DO SUL
25/05, às 18 horas, no campus
SÃO BORJA
31/05, 20h30, sala de reuniões do campus
ALEGRETE
01/06, no salão de atos do campus |
Unidade
acadêmica e administrativa entre os campi
A Universidade vem sendo há tempos uma unidade
fictícia. Falta-lhe unidade acadêmica e declaradamente
unidade administrativa. O tratamento aos professores tem
sido desigual.Emnome do quê?
O valor da hora-aula dos campi,
no entanto, é isonômico.
Como ficará no caso de redução salarial?
Todos os
docentes terão redução?
Por quê? Por que não?
Esta é uma questão que os professores estão
desafiados a
discutir nas assembléias que se seguirão.
SINDICALIZAÇÃO
Faça parte
do Sinpro/RS
A Campanha de Sindicalização 2005 do Sinpro/RS,
iniciada em 12 de abril, já contabiliza mais de 500 novos
sócios, representando 28% da meta de 1,8 mil novos
sindicalizados. Esses 500 associados sabem: "Quem é professor
é Sinpro/RS - Com o Sinpro/RS você ganha sempre" (slogan da campanha).
Queremos neste ano ultrapassar a marca de 60% da
totalidade dos professores do ensino privado do Rio Grande
do Sul. Atualmente, mais de 50% da categoria já faz parte
do
quadro social do Sindicato. Muitos dos novos sócios vêm
da
Educação Superior, pois cada vez mais os docentes
estão se
conscientizando da importância de fazer parte do Sindicato.
Na Urcamp, por exemplo, cerca de 52% já são associados,
mas é preciso muito mais.
Diante de um histórico de sucessivos descumprimentos da
Convenção Coletiva de Trabalho na Universidade e do
desrespeito aos direitos básicos dos professores, torna-se
cada vez mais urgente a ação da única entidade
que pode
representar os docentes nessas questões, o Sinpro/RS. Além
disso, os sócios desfrutam de uma gama de vantagens e
serviços.
Neste ano, o sistema de recompensas é o seguinte: a cada
três associados, o sindicalizador ganhará uma cadeira
de
praia; a cada dez novos sócios, o prêmio será um
final de
semana em Gramado, com acompanhante. Todos os
sindicalizadores concorrerão, em sorteio que acontecerá no
dia 23 de julho, a três viagens para Buenos Aires, com
acompanhante. Seja você também um sócio sindicalizador.
Se não for sócio, sindicalize-se. Mais informações
e
regulamento no site:
www.sinprors.org.br/cadastro.
Quadro
dos atrasos salariais da Urcamp*
BAGÉ: 50% de fevereiro; metade do 1/3
das férias;
março
SANTANA DO LIVRAMENTO: 50%de março
DOM PEDRITO: situação regularizada
ALEGRETE: 1/3 de férias
SÃO GABRIEL: não foram pagas diárias
de novembro e
dezembro de 2004
SÃO BORJA: professores que ministraram
cursos de
especialização em 2004
ainda não receberam
ITAQUI: professores que ministraram cursos de
especialização
em 2004
não receberam
CAÇAPAVA DO SUL: fevereiro; 1/3 de férias
dos
professores de pedagogia e pós-graduação e preparatório
dos professores de pedagogia
* Levantamento efetuado até 03
de maio de 2005
|