NEGOCIAÇÕES
COLETIVAS Assembléia avaliará proposta para
acordo
O Sinpro/RS realizará, no próximo dia 13
de maio, sábado, Assembléia Geral dos
professores para avaliação e deliberação
da
proposta para acordo coletivo com vistas à Convenção
Coletiva de Trabalho 2006. O
encontro será às 14 horas, na sede estadual
do Sindicato em Porto Alegre (Avenida João
Pessoa, 919).
Também está na pauta da assembléia
a
definição do percentual da Contribuição
Assistencial e da devolução do Imposto
Sindical; convocação e aprovação
do
regimento do 8º Congresso Estadual dos
Professores em Ensino Privado (Cepep), a
ser realizado em agosto; eleição dos
delegados para o 6º Congresso da
Confederação Nacional dos Trabalhadores
em Educação (Contee); e assuntos gerais.
PROPOSTA - Apresentada pelo Sindicato
Patronal (Sinepe/RS), no início deste
mês, a proposta para acordo garante a
reposição integral da inflação aos
salários,
retroativa a março, com a diferença de março
paga no salário de maio e a de abril no
salário de junho. A proposta traz ainda
alterações em algumas cláusulas, como a
do
Adicional por Tempo de Serviço, que passa
de 4% para 3% a cada quatro anos. Por
outro lado, traz melhorias na cláusula do
Plano de Saúde e a inclusão de uma nova
cláusula que obriga as instituições de ensino
a adotarem políticas de prevenção e
combate à violência contra os professores.
A proposta para acordo também será avaliada e deliberada pelas instituições
de ensino em Assembléia Geral, agendada para
o dia 12 de maio, em Porto Alegre.
Retrospecto Intenção
de arrocho salarial
A negociação coletiva 2006 foi uma das
mais longas dos últimos anos e marcada
desde o seu início, no dia 7 de março, pela
forte intenção dos dirigentes patronais de
arrocho salarial e flexibilização dos direitos
já consagrados por Convenções Coletivas
de Trabalho anteriores. O Sinepe/RS, já na
primeira reunião, invocou a crise
econômica do Estado e das regiões que
enfrentaram a estiagem no ano passado
para justificar e legitimar a intenção, com
vistas à “manutenção” do emprego.
Ao todo, foram realizadas onze rodadas
de negociação. Somente nas três últimas
houve, de fato, o convencimento do
Sinepe/RS de que não haveria acordo
coletivo sem a reposição integral da
inflação aos salários, posição
referenda
pela Assembléia Geral dos professores,
ocorrida no dia 8 de abril.
O Sinpro/RS sempre considerou
desproporcional a invocação do sindicato
patronal sobre a crise econômica do Estado
em comparação às reais dificuldades das
instituições de ensino. Fato comprovado
também pelo pagamento adiantado do
reajuste salarial por vários estabelecimentos
de ensino de regiões que
sofreram a estiagem.
DENÚNCIA - A intenção de arrocho salarial,
em contradição ao reajuste das anuidades
escolares acima do INPC, levou o
Sinpro/RS a denunciar à sociedade gaúcha
e à clientela do ensino privado, por meio de
vários apedidos publicados na imprensa
estadual e das regionais e na distribuição
de panfletos. O Sinpro/RS reafirmou
também para a opinião pública que a
dignidade salarial dos professores é a
principal responsável pela estabilidade e
pela manutenção dos diferenciais de
qualidade do ensino privado.
Assembléia
Geral - 13 de Maio - 14h - Porto Alegre (Av. João
Pessoa, 919)
PAUTA - Avaliação e deliberação
da proposta para acordo com vistas à CCT 2006;
Definição
do percentual da Contribuição Assistencial
e da devolução do Imposto Sindical; Convocação
e aprovação do regimento do 8º Congresso
Estadual dos Professores em Ensino Privado
(Cepep); Eleição dos delegados para o 6º Congresso
da Contee; Assuntos Gerais.
ACORDO
COLETIVO
Professores
dos cursos de idiomas votarão proposta no dia 13 de
maio
Os professores dos cursos de idiomas
avaliarão, no próximo dia 13 de maio, em
Assembléia Geral, a proposta para o acordo
coletivo negociada pelo Sinpro/RS e o
Sindicato das Escolas de Idiomas do RioGrande
do Sul (Sindiomas/RS). A assembléia será às
14 horas na sede do Sinpro/RS em Porto Alegre (Avenida João
Pessoa, 919).
As negociações salariais dos
professores dos cursos de idiomas foram
concluídas no dia 2 com o consenso em
torno do reajuste salarial, com base na
inflação do período de abril de 2005 a março
de 2006, 4,15%, retroativo a 1º de abril. A
proposta traz ainda o direito à opção do
professor pelo plano de saúde oferecido
pela escola ou pelo o que o Sinpro/RS
mantém com a Unimed/Porto Alegre, que
garante atendimento-base em consultas
com médicos especializados e exames
diagnósticos, atendimento de prontosocorro
e fisiátrico. A obrigatoriedade para
as escolas é o pagamento de 2% do valor
do plano de saúde por hora/aula da carga
horária contratada até o limite de 50% da
mensalidade.
A proposta para acordo estabelece
ainda a manutenção do pagamento dos
salários durante os meses de janeiro,
fevereiro e julho mediante compensação
das horas não-trabalhadas no decorrer do
semestre seguinte; a eleição de um
delegado sindical com estabilidade por
instituição e a manutenção das demais
cláusulas ratificadas em acordos anteriores.
CASA DO PROFESSOR Obras iniciam na
segunda quinzena
A EngenhoSul, empresa contratada pelo Sinpro/RS para a
construção da Casa do Professor, iniciará as
obras na segunda
semana de maio. O prédio, que garantirá hospedagem
e um
espaço de convivência para os professores, será construído
anexo à sede da Fundação Ecarta (acesse
a foto-simulação
abaixo), no
bairro Cidade Baixa, e deverá estar concluído em
12 meses,
segundo o engenheiro Aquiles Dal Molin, diretor da EngenhoSul.
Originalmente com previsão para iniciar ainda em 2005,
o
projeto da Casa do Professor sofreu os percalços da burocracia
da prefeitura municipal de Porto Alegre, processo dificultado
ainda pela troca de governo. O arquiteto Rogério Dal Molin,
responsável pelo projeto, diz que o mesmo tramitou durante
um
ano pelos diversos órgãos da prefeitura (Equipe
do Patrimônio
Histórico, Artístico e Cultural - Ephac; Secretaria
Municipal de
Cultura; Conselho Municipal do Patrimônio Histórico,
Artístico e
Cultural - Comphac; e Secretaria Municipal de Obras e Viação
-
Smov).
Além dos entraves burocráticos que retardaram a
aprovação
do projeto, o Sinpro/RS teve também negado o pedido de
financiamento junto à Caixa Econômica Federal de
parte dos
custos do prédio, em função da inexistência
de uma linha de
crédito para sindicatos.
Para viabilizar o projeto, aprovado em Congresso dos
Professores, o Sinpro/RS buscará o restante da verba necessária
para a realização da obra, orçada em R$
1,2 milhão, em seu
próprio orçamento e junto à categoria. A
Assembléia Geral do dia
13 deverá avaliar a proposta de destinação
de parte da restituição
do Imposto Sindical para as obras da Casa do Professor.
O projeto da Casa pode ser acessado aqui no site do Sinpro/RS
(clique aqui).