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Este espaço tem por objetivo reunir informações sobre as diversas frentes de atuação do Sindicato e proporcionar uma visão privilegiada dos diferentes panoramas da educação privada no RS.
 


NOTÍCIAS

21/12/2005


Justiça mantém afastamento de reitor da Unicruz


A 5ª Câmara Cível de Porto Alegre julgou improcedente um recurso judicial impetrado pelo reitor da Universidade de Cruz Alta, Evandro Kruel, para permanecer no cargo. O reitor está afastado temporariamente da Unicruz por solicitação do Ministério Público para realização de investigações em três inquéritos cíveis e dois administrativos por suspeitas de gestão temerária. As investigações deram origem a mandados de prisão contra o reitor e mais cinco gestores da Unicruz por determinação do juiz da 1ª Vara Criminal de Cruz Alta, André Luís de Moraes Pinto. O pró-reitor administrativo Amilton Makoski, o assessor jurídico Jair Barbosa, o gerente de informática Eduardo Bresolin e o chefe de pessoal Carlos Rodrigo Pretto foram detidos na última terça-feira em uma força-tarefa do Ministério Público batizada de Operação Toga. Faltou cumprir os mandados de prisão do reitor e de um funcionário.

 Fotos: Tânia Meinerz  
Professores e funcionários da Unicruz e dirigentes do Sinpro/RS acompanharam julgamento

A peça cível do caso foi julgada nesta quarta-feira pela 5ª Câmara Cível de Porto Alegre. A sessão presidida pelo juiz Leo Lima foi acompanhada por professores e funcionários da Universidade, que organizaram uma caravana e vieram a Porto Alegre. Eles comemoraram a decisão que mantém o afastamento do Reitor. Neloá Faria, diretora do Sinpro/RS Cruz Alta, destacou a mobilização dos trabalhadores da Universidade e a ação do Ministério Público. “Os funcionários e professores pressionaram desde o início para que a situação de falência a que estava sendo submetida a Unicruz chegasse ao conhecimento da sociedade e para que os responsáveis por essa crise prestassem contas à Justiça”, afirmou Neloá.

Ao ser afastado temporariamente da reitoria a pedido do MP para que não interferisse nas investigações, Kruel ingressara em juízo e chegou a ser reempossado por decisão do desembargador Pedro Bossle. O pedido para permanecer no cargo foi ratificado por Bossle, que votou favoravelmente. O desembargador Umberto Sudbrack foi contrário à decisão, argumentando que o reitor é acusado de tentar destruir provas e coagir testemunhas nos três dias em que permaneceu na reitoria por força da decisão judicial. “Mais grave ainda é a decisão judicial criminal que determinou a prisão preventiva do reitor”, disse Sudbrack.

A votação foi desempatada pelo presidente da 5ª Câmara. Lima afirmou que o retorno do Reitor criaria mais constrangimentos à investigação depois de ter sido constatada a destruição de provas e tentativa de coação de testemunhas. A partir das acusações existentes contra os gestores da Unicruz, os juízes que votaram contra o recurso de Kruel avaliaram que há indícios de uma organização criminosa nos atos do grupo que estava à frente da Unicruz. As acusações são de estelionato, apropriação indébita, falsidade ideológica, coação de testemunha, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.



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