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PROPOSTA
É hora
de decidir
Será na próxima quinta-feira, dia 3 de novembro, a assembléia
da FAT que decidirá sobre a reforma administrativa exigida pela
crise da instituição e, é claro, mais objetivamente
pelo MEC para o aporte das bolsas do seu projeto-piloto de um novo
programa de publicização de vagas.
O Sinpro/RS, nas reuniões que realizou com a Reitoria da Urcamp,
questionou sempre o porquê da não realização
de assembléias segmentadas por campi, conforme previsão
no próprio estatuto da Fundação. A invocação
da tradição pela Reitoria e a falta de interesse nesta
alternativa pelos professores e especialmente dos Pró-Reitores
de campi acabaram selando a prática de sempre.
Na assembléia em Bagé, os professores deverão
decidir sobre as propostas de um novo enquadramento funcional e de
redução da hora-aula e dos adicionais de tempo de serviço
(ATS).
Na opinião da direção do Sinpro/RS, o novo enquadramento
funcional composto de 20 cargos representa, sem dúvida, um avanço
em relação aos 480 que constituem a estrutura atual.
Consideramos igualmente parcimoniosos, de um modo geral, os novos valores
de salários propostos. Reservamo-nos, no entanto, o direito
de considerar criticamente as gratificações previstas
e o salário dos diretores de centros (figuras desconhecidas
no dizer dos professores dos campi), bem como a própria
manutenção das superintendências acadêmicas
nos campi.
Consideramos que cabe agora aos professores, conhecedores do que realmente
acontece na instituição, decidir sobre a proposta.
Deverão decidir também, e esperamos que de forma destacada,
sobre a redução do valor da hora-aula (16,66% para os
professores assistentes e 27,32% para os titulares, uma vez que não
foi integralizado o índice de 5,91% da CCT/2005), bem como dos
ATS (para o padrão da Convenção Coletiva: 4% por
quadriênio, limitado a 20%).
A redução da hora-aula foi objeto de muita resistência
do Sindicato ao longo das negociações, especialmente
na amplitude da proposta da Reitoria, mas é verdade inconteste
que, faceà gravidade da situação da instituição,
qualquer percentual menor só limita as possibilidades desta
em equacionar seus passivos, a começar pelos próprios
salários não-pagos e em especial com o FGTS, motivo de
preocupação permanente dos professores mais antigos.
Mereceu especial destaque em todas as nossas negociações
com a Reitoria a exigência do mesmo calendário de pagamento
dos salários aos professores, pondo fim ao absurdo da situação
atual em que alguns estão com os vencimentos quase em dia, enquanto
outros amargam quatro meses de atrasos, o que, aliás, vem dando
margem a disputas entre os campi com base em decisões
judiciais (vide texto na página seguinte).
Sabemos, pelas reuniões que realizamos em alguns campi,
da animosidade contra as medidas que estão sendo propostas.
Além dos sentimentos localistas sempre prontos a exaltar as
virtudes administrativas do campus local, o fato é que os cursos
destes pertencem à Urcamp e é chegada a hora de decidir
se a instituição vai ou não ter futuro ou se continuará vigorando
nela a velha cultura de buscar sempre fora os responsáveis e
culpados pelos problemas da Universidade.
O Sinpro/RS realizará suas assembléias soberanas por campi,
para submeter à deliberação dos professores a
proposta de acordo trabalhista apresentada pela FAT/Urcamp. Pretendemos
fazê-lo após o dia 11 de novembro, data da primeira reunião
do Grupo de Trabalho do MEC (GT), em calendário que divulgaremos
em breve.
Professor, participe da assem-bléia da instituição
que é sua, mesmo que as evidências às vezes o neguem,
e fique em sintonia com seu Sindicato.
Veja proposta de enquadramento salarial apresentada pela Reitoria no
site do Sindicato:
www.sinprors.org.br/urcamp/proposta_reitoria.asp
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Uniformidade
nos pagamentos
O Sinpro/RS realizou na última semana de outubro duas
rodadas de reuniões com a Reitoria da Urcamp. A primeira,
na segundafeira (24/11) em Bagé, e a seguinte, na quinta-feira
(27/11) em Porto Alegre.
Nos encontros realizados, o Sindicato insistiu em algumas questões
fundamentais que devem complementar a reforma administrativa.
A primeira delas é o calendário único de
pagamento dos salários mensais, tendo sido proposto o
início da nova sistemática a partir de janeiro
de 2006. A segunda tratou do desligamento dos professores e funcionários
que ficarem sem função após o processo de
reenquadramento.
Ficou acertada também a definição de um
Plano de Demissões Voluntárias PDV, com a garantia
de pagamento de forma parcelada das verbas rescisórias
e FGTS dos que aderirem. Ficou ainda compromissada a prioridade
de corrigir o cálculo do salário mensal dos TPs
(para integrar o repouso) na renegociação do acordo
após um ano da sua vigência.
O próximo encontro ocorrerá no dia 7 de novembro.
Aliás, terá vigência de um ano o acordo trabalhista
a ser firmado, devendo ser renegociado após este período.
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SALÁRIOS
Ações
na Justiça geram bloqueio de contas da Universidade
O juiz substituto do Trabalho de São Gabriel, Marcelo Bergman,
concedeu decisão favorável ao Sinpro/RS em dois pedidos
de antecipação de tutela referentes a valores de salários
atrasados devidos pela Urcamp aos professores que atuam no campus de
São Gabriel. A primeira ação refere-se aos vencimentos
de agosto de 2005 e primeira parcela do 13º. A decisão fez
com que a Universidade pagasse os salários de agosto, conforme
determinação da Justiça.
Também foi decisão da Justiça o bloqueio de contas
da Universidade para viabilizar o cumprimento de ordens judiciais das
ações em execução. Como conseqüência
disso, os valores que seriam destinados ao pagamento de salários
num campus foram utilizados para cumprimento de ordem judicial em outro,
gerando uma conseqüente disputa indireta entre campi por valores
cujo destino é o pagamento de salários.
O caso de São Gabriel é emblemático, pois evidencia
as conseqüências da descentralização administrativa
e financeira da FAT/Urcamp. Enquanto alguns recebem salários praticamente
em dia, outros só têm esse direito assegurado por interferência
da Justiça, e somente nos casos que esta se mostra sensível
ao drama dos docentes.
O que vigora ainda, infelizmente na Urcamp, é que prevalecem os
interesses locais em detrimento de uma visão global e necessária
da instituição. Assim, na Urcamp, o conceito de Universidade,
por enquanto, só existe de forma abstrata. Se essa mentalidade
não se modificar, certamente comprometerá o futuro da instituição.
Em alguns campi, por exemplo, os salários são
pagos até mesmo antes da data prevista, enquanto outros amargam
mais de quatro meses sem receber (veja quadro abaixo).
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