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CONTRADIÇÕES
Assembléia
polêmica aprova proposta de reestruturação da FAT/Urcamp
No dia 3 de novembro, a FAT
realizou sua Assembléia Geral.
Considerando os reiterados apelos à participação
de todos os professores, particularmente em nossas últimas
edições, não poderia deixar de ser
pauta desta uma avaliação do evento.
Infelizmente, confirmou-se o nosso
primeiro temor: foi pequena a
participação dos professores dos
campi fora de Bagé. É por isto que
viemos insistindo que as assembléias
desta natureza sejam segmentadas
por campus, como permite o estatuto
da FAT.
Foram poucos os participantes em
se considerando a importância do
assunto em pauta, e, pior, manteve-se
a velha cultura. Primeiramente pelo
fato dos campi terem majoritariamente
votado com a Reitoria, contrariando a
contundência da sua oposição às
medidas aferida anteriormente nas
reuniões do Sindicato. Em segundo
lugar, pela ausência voluntária de
alguns com posição pública contrária à proposta
da Reitoria.
Revelador, também, do quanto a
instituição está longe de um padrão de
democracia, foi a forma das votações,
nas quais só se mostrava quem votasse
contra as propostas, convidados não a
levantar o braço, como acontece em
qualquer assembléia de Sindicato, mas
a ficar de pé para serem bem visíveis.
Para que mesmo?
Mas a pérola maior é, sem dúvida, a
prática de contar apenas os votos
contrários e confrontá-los com a
listagem geral de presentes. Será que
todos que, por uma razão ou outra,
saíram antes da votação, poderiam ser
considerados favoráveis às propostas
em discussão?
E tudo isto numa assembléia de
professores universitários. Tudo isto
numa assembléia de uma instituição,
que, por não se pautar pela democracia,
chegou à situação em que está: a
falência iminente.
Se a intenção era a legitimação da
proposta de enxugamento, ficou devendo ao seu propósito
original.
Todas estas considerações têm por
base as inúmeras manifestações de
desagrado que chegaram ao Sindicato
nos dias posteriores à assembléia.
Quanto ao conteúdo, a Reitoria
enfatizou na sua assembléia e reiterou
logo após na 1ª reunião com o Sindicato
que se tratava de uma proposta para a
continuidade das negociações.
Na continuidade delas, o Sindicato
insiste em conhecer o resultado do
reenquadramento funcional ou, mais
precisamente, quais serão os ocupantes
dos novos cargos, quantos serão
os detentores de cada cargo e
quantos e quais professores/funcionários
serão excedentes nesse reenquadramento.
Sim, porque ninguém
tem dúvidas sinceras que há gente demais,
não é mesmo? Insistimos, também,
nas condições dignas de desligamento
destes excedentes e, é claro,
continuamos insistindo no aprofundamento
da questão do valor da hora-aula.
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Assembléias
do Sinpro/RS ocorrerão em dezembro
Analisar tecnicamente as medidas
anunciadas foi a decisão do MEC na 1ª reunião
do GT na sexta-feira, dia 11/11 (vide mais abaixo),
razão pela qual
o secretário executivo anunciou a
constituição de uma comissão com
representantes do Ministério da
Educação, dos sindicatos e da Reitoria.
O prazo vai até o próximo dia 01/12
ocasião em que ocorrerá a nova
reunião do GT.
Após esta data, o Sinpro/RS fará as
suas assembléias para apreciar a
proposta para acordo.
Em nosso processo decisório,
queremos nos pautar pela democracia,
razão pela qual a assembléia será segmentada e o voto será secreto
conforme o edital que publicamos
nesta edição. Nós queremos que você,
professor, decida de forma soberana os
destinos da instituição que, apesar das
evidências contrárias, é sua.
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REUNIÃO
DO GT
Postura
dos sindicatos é propositiva,
diz o MEC
No dia 11 de novembro foi realizada a primeira das três
reuniões do Grupo de Trabalho do MEC (GT), que têm por
objetivo implementar propostas de sustentabilidade e de
reestruturação econômica e financeira para a Universidade
da Região da Campanha (Urcamp). Participaram quatro
representantes do MEC, dois da Universidade, dois do
Sinpro/RS, dois do Sintae/RS, o prefeito de Bagé e
representante da prefeitura de Dom Pedrito. A reunião foi
realizada no Auditório do Sinpro/RS, em Porto Alegre. Na
ocasião e em declarações à Imprensa, o secretário
executivo
adjunto do MEC e coordenador do GT, Jairo Jorge da Silva,
destacou o desenvolvimento do trabalho da Reitoria e
elogiou a postura propositiva dos sindicatos.
Como é sabido, a partir do resultado dessas reuniões e
da
efetiva reestruturação da Universidade, o MEC decidirá sobre
o aporte financeiro à FAT/Urcamp de R$ 16 milhões/ano por
meio de um projeto-piloto de bolsas para alunos
carentes ao estilo do ProUni, já no primeiro semestre de
2006. A sistemática a ser adotada, segundo o MEC, será a
assinatura de um convênio, cujo desenho jurídico ainda está sendo feito pelos técnicos do Ministério e será apresentado
em dezembro.
Durante o encontro, o MEC solicitou a constituição de uma
comissão técnica composta por representantes do próprio
Ministério, das prefeituras, da Urcamp e dos sindicatos. Essa
comissão terá até 1º de dezembro, data da próxima
reunião do
GT, para divulgar seu parecer sobre a proposta de
enxugamento administrativo da instituição, apresentada
pela
Reitoria e composta por dois itens: reenquadramento funcional
e redução de hora-aula dos professores em 14,13%. Os
sindicatos reafirmaram a preocupação com a manutenção
da
instituição e a necessidade do enxugamento do corpo funcional
com base em critérios objetivos e a garantia de um plano de
pagamento das verbas rescisórias dos demissionários.
Uma questão que foi exposta pelo MEC e será recolocada
em pauta na reunião do dia 1º de dezembro, quando se
discutirá o redesenho institucional da Universidade, diz
respeito à relação da FAT/Urcamp com as demais fundações
com quem mantém contratos de comodato nos vários campi
fora de Bagé.
O Sinpro/RS, por sua vez, comprometeu-se na reunião a
realizar suas assembléias para apreciação da proposta
de
acordo coletivo entre 5 e 9 de dezembro.
Outro ponto destacado pelo reitor da Urcamp, Arno
Cunha, foi sua preocupação com a divulgação
na Imprensa
de cursos da UFP que significariam sombreamento aos da
Urcamp, por coincidirem nas mesmas regiões de atuação
das
duas universidades. Os sindicatos manifestaram apoio ao
reitor sobre esta questão, mas o MEC informou que a relação
de cursos ainda não é definitiva e aguarda
retorno das prefeituras
para uma posição final e
favorável ao desenvolvimento
das regiões.
A avaliação dos
sindicatos ao final da
reunião é de que todo
esse processo de esforço
para salvar a
Urcamp pela via do
enxugamento e aporte
de verbas públicas
precisa necessariamente
resultar em uma
profunda transformação
da instituição (vide
acima).
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REUNIÃO
Grupo
de Trabalho discutirá redesenho institucional em
1º de dezembro
“Redesenho institucional”. Esta pomposa expressão
será o tema da segunda reunião do GT do MEC sobre
a Urcamp no próximo dia 1º de dezembro e nada mais é do
que a
reforma do Estatuto da FAT. Trata-se de contrapartida da
Urcamp ao projeto do MEC de publicizar mais vagas em
instituições comunitárias.
Pelo que se depreende das manifestações oficiais, o
Ministério da Educação espera que a FAT/Urcamp constitua
um padrão institucional que justifique a primazia da
Universidade no novo projeto de publicização de vagas.
Estará na pauta desta discussão, certamente, o ingresso
de representação do poder público municipal da região
de
abrangência da Urcamp no Conselho Diretor da instituição.
A relação da mantida, a Universidade, com sua
mantenedora, a Fundação, é outro aspecto que será certamente
questionado. Sem que o assunto estivesse formalmente em pauta, o Sr.
reitor tem reiteradamente
afirmado em reunião com o Sinpro/RS a sua proposta de
desvinculação das eleições para a Reitoria
e para o
Conselho Diretor, bem como a proibição da reeleição
do
reitor.
São propostas que estão em sintonia com as bandeiras históricas
do movimento docente, do Sindicato, e que certamente no contexto da Urcamp
se constituem em
avanços importantes na perspectiva de uma instituição
mais
democrática.
O que estará em pauta também nesta discussão será a
relação da FAT/Urcamp com as fundações comodatárias
dos
campi externos a Bagé, o que já ficou claro nas falas dos
representantes do MEC na primeira reunião havida no último
dia 11 de novembro com ênfase na construção de uma
maior
unidade da instituição para o enfrentamento da nova
realidade da Urcamp a partir do próximo ano.
Esta relação está sendo objeto também de
interesse no
Ministério Público Estadual, que já realizou no último
dia 17
de novembro uma reunião com a presença do Sr. reitor e
do
Sindicato dos professores, ocasião em que ficou acertada
uma audiência com a presença dos representantes de todas
as fundações comodatárias no próximo dia
25 de novembro
em Porto Alegre.
É
de se imaginar que a FAT/Urcamp convocará uma nova
Assembléia Geral para a discussão e aprovação
das
necessárias alterações estatutárias.
Professor, fique alerta e participe!
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EDITAL
DE CONVOCAÇÃO
ASSEMBLÉIA DOS PROFESSORES DA URCAMP |
O Sindicato dos Professores
do Estado do Rio Grande do Sul - Sinpro/RS convoca todos
os professores
de todos
os campi da Universidade da Região da Campanha, associados
ou não a este Sindicato, a participar da assembléia
a
ser realizada, de forma fracionada, nos seguintes dias e
horários
a seguir especificados:
06/12
 Bagé (Salão da AABB) - 18h
 Dom Pedrito (Sala de Multimeios - Campus) - 20h30min
07/12
 Alegrete
(Salão de Atos - Campus) - 19h
 Santana
do Livramento (Sala 3.9 - Campus) - 19h
08/12
 Caçapava do Sul - (Auditório do Campus) -
18h
 São Borja (Auditório do Campus) - 19h
 São Gabriel (Salão de Atos - Campus 1) -
20h30min
Na pauta da assembléia, a proposta da Reitoria da Urcamp,
negociada com o Sinpro/RS, constituída por:
 reenquadramento do quadro funcional da Urcamp e seus reflexos
trabalhistas;
 novo
valor da hora-aula;
 condições de desligamento dos empregados
excedentes do reenquadramento funcional.
Fica estabelecido que:
 a votação se fará de forma secreta,
registrando-se o voto de cada professor em cédula,
colhido em urna em cada
uma das frações de assembléia nos dias
e horários acima especificados;
 no
início das frações de assembléia,
constituir-se-á uma comissão eleitoral que, após
a conclusão da coleta dos
votos, lacrará a urna e ficará responsável
pela sua guarda até a apuração dos votos;
 a apuração dos votos de cada urna ocorrerá às
21h do dia 07/12, sendo de responsabilidade da comissão
eleitoral de cada campus, devendo o resultado ser registrado
em atas parciais, devidamente assinadas pelos
seus membros e encaminhadas ao Sinpro/RS em Porto Alegre.
Complementarmente ao processo decisório sobre a proposta
da Reitoria, o Sinpro/RS estará colhendo, nos
encontros supra-referidos, indicativos para a negociação
dos salários atrasados, cujo equacionamento igualmente
constitui exigência do MEC para o projeto de publicização
de vagas na instituição.
Marcos J. Fuhr
Coordenador da Secretaria de Organização Sindical
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